sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Visita do Museu Itinerante Memória Carris ao Terminal Aeroporto



 Ontem tivemos um dia muito legal com o nosso ônibus Memória. Realizamos mais uma visita a um dos  terminais da Cia. Carris. Desta vez estivemos no terminal norte das linhas T5 e T11, localizado no aeroporto Salgado Filho. 
  Como sempre que saímos com o nosso ônibus/museu, constatamos novamente o carinho com que a história da Cia. Carris é recebida. Tivemos várias visitas no Memória de pessoas que não trabalhavam no terminal, mas que foram nos procurar para contar suas histórias de infância e juventude nos bondes e ônibus da Carris. 
    Entre nossos colegas o carinho também foi bastante grande. Realizamos uma pesquisa prévia de documentos e fotos relativas as linhas T11 e T5 e expomos este material dentro do Memória. A reação foi muito positiva! Todos os colegas que entravam no ônibus procuravam-se nas fotografias e liam alguns dos documentos, algo muito interessante! O principal objetivo deste projeto é apresentar para os colegas da Carris a história da empresa e demonstrar que eles também participam desta história através dos registros que temos das linhas em que trabalham, das festas e eventos da empresa. 
    Nossa próxima visita aos terminais irá ocorrer em janeiro no terminal Azenha, fim de linha dos ônibus T6. O ônibus sempre fica aberto ao público em geral e para nós é sempre um prazer receber visitantes!


Colega entrando no ônibus

Público visitando o nosso ônibus


Colegas dentro do Memória








sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Dia da Consciência Negra

Hoje, vinte de novembro, é comemorado o dia da Consciência Negra. Mais do que uma data de comemoração este é um momento de reflexão e reconhecimento da importância dos negros  para a formação de nosso país e da sociedade brasileira.  
Aqui na Unidade de Documentação e Memória da Cia. Carris, temos consciência que a real igualdade de oportunidades entre negros e brancos no Brasil ainda é um caminho que precisa ser trilhado. Muitas conquistas foram alcançadas principalmente nas últimas décadas, mas mesmo assim, ainda sentimos os reflexos dos mais de trezentos anos de escravidão e de um processo de abolição deficiente. Ainda vemos a população negra entre os mais pobres do país e entre aqueles que têm menores possibilidades de ascensão social (boa educação, bons empregos, etc...). 
No sentido de participar na superação desta realidade, nosso setor participa de três projetos distintos que têm como proposta provocar reflexões sobre o papel dos negros no Brasil e apresentar aspectos da luta deste povo para ter sua cidadania reconhecida. As exposições EnFoco e ViDHas são compostas por banners que são emprestados para escolas através de agendamento.  Com a EnFoco temos uma amostra fotográfica composta por três eixos temáticos: memórias institucionais, locais de identificação e representação contemporânea do negro em Porto Alegre. Já a exposição ViDHas é composta por 22 banners que demonstram, a partir de uma perspectiva linear, o histórico de lutas e conquistas dos negros pela efetivação dos seus direitos. Estas exposições podem ser agendadas pelo e-mail: memoria@carris.com.br.
Também apoiamos e participamos do projeto Territórios Negros. Trata-se de um percurso realizado por um ônibus da Cia. Carris que passa por locais que ajudam a contar a história dos negros em Porto Alegre. Uma historiadora acompanha o trajeto falando sobre a importância de cada um dos locais de parada e sobre a história deste grupo étnico em nossa cidade. Para agendamentos de escolas para os Territórios Negros é necessário enviar e-mail para: territorio.negros@carris.com.br. 






terça-feira, 17 de novembro de 2015

O quinze de novembro em Porto Alegre

Domingo foi quinze de novembro, dia em que foi proclamada a república no Brasil em 1889. Assim como outras datas de nossa história, para a maior parte dos brasileiros o quinze de novembro é pouco lembrado pelo seu significado histórico. Durante muito tempo, esta falta de interesse pela data foi justificada pelo fato de ter ocorrida pouca participação popular no processo que levou a proclamação da república brasileira (assim como em diversos outros processos políticos importante da nossa história). De acordo com esta visão, os debates, discussões e conflitos que levaram a troca de regime da monarquia para a república foram realizados sem a participação da maior parte da população de nosso país, que apenas acompanhava os andamentos dos fatos sem compreender o que ocorria.
Novos estudos sobre este período histórico, no entanto, têm demonstrado que esta alienação não foi tão grande como se imaginava até então. Tornou-se possível observar o interesse e a participação de parte da população neste processo, principalmente entre os moradores das áreas urbanas.  Em Porto Alegre, por exemplo, tivemos acesso ao seguinte texto que demonstra que o povo de nossa cidade comemorou o quinze de novembro de 1889, não estando, portanto, totalmente alienado dos significados deste novo momento histórico:  

"(...) Naquela noite de 15 de novembro de 1889 o povo se acotovelava em frente ao Palácio de Governo. Gente de todo o tipo - pobres, ricos, negros, marinheiros e comerciantes (...). Por volta das 20 horas o velho herói da Guerra do Paraguai se postou na sacada do prédio e, num discurso inflamado e emocionante, comunica a multidão que a República tinha sido proclamada (...). Aos gritos de "Viva a República", os mais exaltados saíram em grupos, correndo pelas ruas arrancando placas de praças e logradouros que lembravam o antigo regime. Assim, por exemplo, a rua do Império passou a se chamar rua da República e a rua da Imperatriz passou a se chamar Venâncio Aires. Os bares e praças lotaram. Pessoas comemoravam nas ruas (...)"*.

*Trecho retirado do texto: "A noite em que as ruas mudaram de nome da capital gaúcha", página 3, Jornal Volante de novembro de 1999. 

Rua da República em Porto Alegre. Conhecida como Rua do Império até 1889. 


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Visita ao terminal T4 e T3 Sul


   Semana passada demos iniciou a um novo projeto do setor de memória da Cia. Carris Porto-Alegrense. Com a visita ao terminal Sul das linhas T4 e T3, iniciamos o projeto de visitas do Museu Itinerante Memória Carris aos terminais das linhas da Cia. Carris. Com este projeto, pretendemos realizar visitas a todos os terminais de nossa empresa, o objetivo é tornar a história da Carris mais conhecida pelos seus funcionários. Além do acervo característico do nosso Museu Itinerante, também realizamos uma pesquisa prévia de documentos, fotografias e curiosidades referentes ao terminal e as linhas que visitamos.
   Nossa primeira experiência de visita ao terminal  T4 e T3 Sul foi de muito sucesso! Tivemos um total de 50 visitantes em nosso ônibus/museu, foi muito legal constatarmos o interesse de nossos colegas pela  história da empresa. Percebemos que a ideia de levar documentos e fotografias antigas de nossos colegas é bastante acertada, foi curioso ver como o pessoal se procurava nas fotografias, chamando os colegas para também se verem em diferentes momentos do passado. 
  Pretendemos realizar visitas aos terminais uma vez por mês, nossa próxima saída será no dia 19 de novembro.  Para nossos colegas da operação, deixamos o recado que iremos visitar todos os terminais e que, portanto, aguardem que ainda iremos visitar o seu local de trabalho. 


Colegas visitando o Museu Itinerante Memória Carris.

Colegas das linhas T3 e T4 no Terminal Sul.







terça-feira, 6 de outubro de 2015

Projeto ônibus Memória Carris no Museu de Porto Alegre Joaquim José Felizardo

   Ontem nosso Museu Itinerante Memória Carris realizou uma visita ao Museu de Porto Alegre Joaquim José Felizardo. Esta visita faz parte de um novo projeto que estamos realizando em parceria com o Museu: todas as segunda-feiras à tarde, levamos nosso ônibus/museu para a frente do Museu de Porto Alegre para recebermos visitantes. 
   Sempre estaremos estacionados na frente do Museu de Porto Alegre nas segundas-feiras, no horário entre 14 e 17 horas. Para quem não sabe, o Museu de Porto Alegre Joaquim José Felizardo se localiza na rua João Alfredo, número 582, bairro Cidade Baixa. Fica a dica de passeio: o Museu além de muito interessante, está localizado em um local lindo, perfeito para um passeio e um piquenique. 
   Ontem recebemos a visita de vinte alunos da Escola Educar, eram crianças da pré escola, com idade entre quatro e cinco anos, foi muito legal! A gurizada ficou encantada com as miniaturas de bondes e ônibus, e adoraram sentar nos bancos dos passageiros do bonde e do motorneiro. Aproveitamos para convidar outras escolas para nos visitarem, é só comparecer as segundas a tarde na frente do museu de Porto Alegre, não é necessário agendamento. Uma dica de atividade interessante para as escolas é aproveitar a oportunidade para visitar dois espaços culturais: o ônibus memória e o próprio Museu Joaquim José Felizardo, com certeza esta será uma atividade muito interessante! 


Museu itinerante estacionado na rua João Alfredo


Alunos visitando o Museu Itinerante


Crianças nos visitando.



Crianças nos visitando. 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Exposição Temporânea no Colégio Farroupilha

    Nossa exposição "Temporânea"  encontra-se até o dia 30 de outubro no Colégio Farroupilha, localizado no bairro Três Figueiras, aqui em Porto Alegre. A exposição "Temporânea" é composta por sete totens de metal que apresentam informações sobre os diferentes processos de transformações do espaço central de nossa cidade. Diferentes temporalidades estão presentes na exposição, além de informações sobre o passado do Centro, temos informações sobre o presente deste espaço e até mesmo plantas e croquis de intervenções planejadas para o futuro da região central. Fazem parte da exposição fotografias, desenhos, textos de jornal, letras de música e depoimentos dos mais variados. 
     Recebemos com alegria a informação de que esta exposição está sendo utilizada pelos alunos do Colégio Farroupilha como material no desenvolvimento de atividades pedagógicas. Alguns alunos da escola têm realizado pesquisas nos textos e imagens da Temporânea, o que nos deixou muito felizes. 
   Em nossa visita ao Colégio Farroupilha, conhecemos o memorial desta escola de quase 130 anos. Fundado em 1886 pela Associação Beneficente Alemã, uma entidade criada para auxiliar imigrantes alemãs e seus descendentes, o Colégio originalmente localizava-se onde é hoje o Hotel São Raphael. No memorial vimos uma maquete do antigo prédio do Colégio Farroupilha com uma réplica da antiga rua São Rafael (atual Alberto Bins). Ficamos muito felizes por vermos na maquete a representação de um bondinho da Carris fazendo linha pela rua São Rafael. 









quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A história das linhas circulares da Cia. Carris.

   Como os amigos que nos acompanham já sabem, os últimos bondes da Cia. Carris circularam por Porto Alegre em 1970. Quatro anos antes, em 1966, a tradicional linha Duque (que circulava pelo Centro desde a década de 1910) substitui seus bondes por ônibus. Foi o fim de uma era repleta de histórias do chacoalhar do bonde gaiola subindo ou descendo a rua Duque de Caxias. 
  No lugar do velho bonde gaiola, modernos veículos automotivos passaram a fazer o antigo itinerário do     Bonde Duque. A nova linha de ônibus recebeu o nome de "Circular Duque", era o início das linhas circulares em Porto Alegre. Com pequenas variações, este itinerário de ônibus continua existindo, sendo executado pela Linha C1. 
   De certa forma, as linhas circulares da Cia. Carris mantiveram um pouco da atmosfera entre tripulação e passageiros dos antigos bondes da empresa. Provavelmente por serem percursos mais curtos e por atenderem principalmente moradores de uma mesma vizinhança, nas linhas C1, C2,  e C3  encontramos uma grande camaradagem entre cobradores, motoristas e passageiros. Prova disso são os cartões e presentes que a tripulação recebe em épocas festivas como Natal e Páscoa. 
  A mais "nova" das linhas circulares, a C4, se diferencia em sua proposta. Criada em 2012, a C4 foi criada como uma alternativa de transporte para os frequentadores das regiões boêmias da cidade. A linha só circula a noite, terminando o seu percurso já durante a madrugada. O projeto de sua criação está integrado às várias iniciativas que surgiram relacionadas  a "Balada Segura".