segunda-feira, 7 de março de 2016

Entrevista com a colega Ângela Magalhães


No último dia dezenove colhemos o depoimento da colega Ângela Magalhães para nosso Banco de História Oral. A colega Ângela tem trinta anos de Cia. Carris e, portanto, muita história para contar! 
Iniciamos a conversa com a colega informando que a Cia. Carris foi sua única empresa empregadora. Ângela começou a trabalhar na Carris no ano de 1985, na época ela era casada à sete anos e tinha dois filhos pequenos. Sua irmã já havia trabalhado anteriormente na empresa, e avisou  Ângela que havia uma vaga para caixa na venda de passagens escolar. Nossa colega pensou que esta seria uma boa oportunidade de aumentar a renda familiar e conseguiu o emprego. Ângela sempre trabalhou no setor financeiro da Cia. Carris. Ela nos informou que nos anos de 1980 as passagens escolares eram vendidas dentro dos bancos, e que, portanto, Ângela iniciou sua vida profissional como funcionária da Carris mas cumprindo o seu horário em um banco localizado  no Centro da Capital.  
Nesses trinta anos dedicados a Cia. Carris nossa colega presenciou muitas mudanças ocorridas na rotina de trabalho do setor financeiro. Uma das mais marcantes foi a informatização do setor. Ângela nos contou que ela e outra colega foram escolhidas para realizarem um curso de informática oferecido pela PROCEMPA. O curso ocorreu durante as férias de Ângela mas ela não se importou, abriu mão dos dias de descanso e frequentou o curso diariamente. Após o período de curso as duas colegas trabalhavam durante a noite, realizando hora extra, para conseguirem digitalizar as informações mais importantes do setor no menor período de tempo possível. 
É bastante visível o carinho que a colega Ângela tem pela Cia. Carris! Em seu depoimento ela conta que foi aqui na empresa que completou seus estudos de segundo grau. Isto ocorreu porque havia um projeto em que os funcionários que quisessem eram preparados por professores fora do horário do expediente, esta preparação focava na realização de uma prova feita pela Secretaria Estadual de Educação que conferia a conclusão do Segundo Grau aos aprovados. Também foram lembradas as gincanas internas realizadas pela Carris além de outros momentos alegres que nossa colega passou nestes trinta anos de dedicação a esta empresa! 



Nossa colega Ângela cumprindo uma prova durante umas das Gincanas que ocorriam na Cia. Carris.




Ângela no dia em que foi entrevistada. 
                                       


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Visita do Museu itinerante Memória Carris ao Terminal do ônibus T6


Na última quinta-feira, dia 14 de janeiro, fomos com nosso Museu Itinerante visitar o terminal sul da linha T6, localizado no bairro Azenha. Esta visita foi realizada dentro do projeto que leva o Museu Itinerante Memória Carris até terminais das linhas de ônibus da Cia. Carris. 
  Com o projeto de visitas aos terminais,  temos como objetivo levar um pouco da  história da empresa e parte de seu acervo histórico para o conhecimento de nossos colegas que trabalham no setor de operação (cobradores e motoristas). Sempre que realizamos a visita a um determinado terminal, é feita uma pesquisa prévia de documentos e fotografias que se relacionem com a história das linhas e do terminal que será visitado. O objetivo é que nossos colegas possam olhar as fotografias e os documentos e se percebam como parte desta história de 143 anos. 
  Nossa próxima visita ocorrerá dia 18 de fevereiro no Campus da UFRGS no bairro Agronomia, terminal das linhas D43, Campus Ipiranga, T8 e T10. Convidamos nossos colegas do terminal Campus que prestigiem a nossa visita! 

Terminal Sul da Linha T6.
Amizades que se consolidam na Carris. 

Colegas visitando ônibus Memória.







sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Visita do Museu Itinerante Memória Carris ao Terminal Aeroporto



 Ontem tivemos um dia muito legal com o nosso ônibus Memória. Realizamos mais uma visita a um dos  terminais da Cia. Carris. Desta vez estivemos no terminal norte das linhas T5 e T11, localizado no aeroporto Salgado Filho. 
  Como sempre que saímos com o nosso ônibus/museu, constatamos novamente o carinho com que a história da Cia. Carris é recebida. Tivemos várias visitas no Memória de pessoas que não trabalhavam no terminal, mas que foram nos procurar para contar suas histórias de infância e juventude nos bondes e ônibus da Carris. 
    Entre nossos colegas o carinho também foi bastante grande. Realizamos uma pesquisa prévia de documentos e fotos relativas as linhas T11 e T5 e expomos este material dentro do Memória. A reação foi muito positiva! Todos os colegas que entravam no ônibus procuravam-se nas fotografias e liam alguns dos documentos, algo muito interessante! O principal objetivo deste projeto é apresentar para os colegas da Carris a história da empresa e demonstrar que eles também participam desta história através dos registros que temos das linhas em que trabalham, das festas e eventos da empresa. 
    Nossa próxima visita aos terminais irá ocorrer em janeiro no terminal Azenha, fim de linha dos ônibus T6. O ônibus sempre fica aberto ao público em geral e para nós é sempre um prazer receber visitantes!


Colega entrando no ônibus

Público visitando o nosso ônibus


Colegas dentro do Memória








sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Dia da Consciência Negra

Hoje, vinte de novembro, é comemorado o dia da Consciência Negra. Mais do que uma data de comemoração este é um momento de reflexão e reconhecimento da importância dos negros  para a formação de nosso país e da sociedade brasileira.  
Aqui na Unidade de Documentação e Memória da Cia. Carris, temos consciência que a real igualdade de oportunidades entre negros e brancos no Brasil ainda é um caminho que precisa ser trilhado. Muitas conquistas foram alcançadas principalmente nas últimas décadas, mas mesmo assim, ainda sentimos os reflexos dos mais de trezentos anos de escravidão e de um processo de abolição deficiente. Ainda vemos a população negra entre os mais pobres do país e entre aqueles que têm menores possibilidades de ascensão social (boa educação, bons empregos, etc...). 
No sentido de participar na superação desta realidade, nosso setor participa de três projetos distintos que têm como proposta provocar reflexões sobre o papel dos negros no Brasil e apresentar aspectos da luta deste povo para ter sua cidadania reconhecida. As exposições EnFoco e ViDHas são compostas por banners que são emprestados para escolas através de agendamento.  Com a EnFoco temos uma amostra fotográfica composta por três eixos temáticos: memórias institucionais, locais de identificação e representação contemporânea do negro em Porto Alegre. Já a exposição ViDHas é composta por 22 banners que demonstram, a partir de uma perspectiva linear, o histórico de lutas e conquistas dos negros pela efetivação dos seus direitos. Estas exposições podem ser agendadas pelo e-mail: memoria@carris.com.br.
Também apoiamos e participamos do projeto Territórios Negros. Trata-se de um percurso realizado por um ônibus da Cia. Carris que passa por locais que ajudam a contar a história dos negros em Porto Alegre. Uma historiadora acompanha o trajeto falando sobre a importância de cada um dos locais de parada e sobre a história deste grupo étnico em nossa cidade. Para agendamentos de escolas para os Territórios Negros é necessário enviar e-mail para: territorio.negros@carris.com.br. 






terça-feira, 17 de novembro de 2015

O quinze de novembro em Porto Alegre

Domingo foi quinze de novembro, dia em que foi proclamada a república no Brasil em 1889. Assim como outras datas de nossa história, para a maior parte dos brasileiros o quinze de novembro é pouco lembrado pelo seu significado histórico. Durante muito tempo, esta falta de interesse pela data foi justificada pelo fato de ter ocorrida pouca participação popular no processo que levou a proclamação da república brasileira (assim como em diversos outros processos políticos importante da nossa história). De acordo com esta visão, os debates, discussões e conflitos que levaram a troca de regime da monarquia para a república foram realizados sem a participação da maior parte da população de nosso país, que apenas acompanhava os andamentos dos fatos sem compreender o que ocorria.
Novos estudos sobre este período histórico, no entanto, têm demonstrado que esta alienação não foi tão grande como se imaginava até então. Tornou-se possível observar o interesse e a participação de parte da população neste processo, principalmente entre os moradores das áreas urbanas.  Em Porto Alegre, por exemplo, tivemos acesso ao seguinte texto que demonstra que o povo de nossa cidade comemorou o quinze de novembro de 1889, não estando, portanto, totalmente alienado dos significados deste novo momento histórico:  

"(...) Naquela noite de 15 de novembro de 1889 o povo se acotovelava em frente ao Palácio de Governo. Gente de todo o tipo - pobres, ricos, negros, marinheiros e comerciantes (...). Por volta das 20 horas o velho herói da Guerra do Paraguai se postou na sacada do prédio e, num discurso inflamado e emocionante, comunica a multidão que a República tinha sido proclamada (...). Aos gritos de "Viva a República", os mais exaltados saíram em grupos, correndo pelas ruas arrancando placas de praças e logradouros que lembravam o antigo regime. Assim, por exemplo, a rua do Império passou a se chamar rua da República e a rua da Imperatriz passou a se chamar Venâncio Aires. Os bares e praças lotaram. Pessoas comemoravam nas ruas (...)"*.

*Trecho retirado do texto: "A noite em que as ruas mudaram de nome da capital gaúcha", página 3, Jornal Volante de novembro de 1999. 

Rua da República em Porto Alegre. Conhecida como Rua do Império até 1889. 


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Visita ao terminal T4 e T3 Sul


   Semana passada demos iniciou a um novo projeto do setor de memória da Cia. Carris Porto-Alegrense. Com a visita ao terminal Sul das linhas T4 e T3, iniciamos o projeto de visitas do Museu Itinerante Memória Carris aos terminais das linhas da Cia. Carris. Com este projeto, pretendemos realizar visitas a todos os terminais de nossa empresa, o objetivo é tornar a história da Carris mais conhecida pelos seus funcionários. Além do acervo característico do nosso Museu Itinerante, também realizamos uma pesquisa prévia de documentos, fotografias e curiosidades referentes ao terminal e as linhas que visitamos.
   Nossa primeira experiência de visita ao terminal  T4 e T3 Sul foi de muito sucesso! Tivemos um total de 50 visitantes em nosso ônibus/museu, foi muito legal constatarmos o interesse de nossos colegas pela  história da empresa. Percebemos que a ideia de levar documentos e fotografias antigas de nossos colegas é bastante acertada, foi curioso ver como o pessoal se procurava nas fotografias, chamando os colegas para também se verem em diferentes momentos do passado. 
  Pretendemos realizar visitas aos terminais uma vez por mês, nossa próxima saída será no dia 19 de novembro.  Para nossos colegas da operação, deixamos o recado que iremos visitar todos os terminais e que, portanto, aguardem que ainda iremos visitar o seu local de trabalho. 


Colegas visitando o Museu Itinerante Memória Carris.

Colegas das linhas T3 e T4 no Terminal Sul.







terça-feira, 6 de outubro de 2015

Projeto ônibus Memória Carris no Museu de Porto Alegre Joaquim José Felizardo

   Ontem nosso Museu Itinerante Memória Carris realizou uma visita ao Museu de Porto Alegre Joaquim José Felizardo. Esta visita faz parte de um novo projeto que estamos realizando em parceria com o Museu: todas as segunda-feiras à tarde, levamos nosso ônibus/museu para a frente do Museu de Porto Alegre para recebermos visitantes. 
   Sempre estaremos estacionados na frente do Museu de Porto Alegre nas segundas-feiras, no horário entre 14 e 17 horas. Para quem não sabe, o Museu de Porto Alegre Joaquim José Felizardo se localiza na rua João Alfredo, número 582, bairro Cidade Baixa. Fica a dica de passeio: o Museu além de muito interessante, está localizado em um local lindo, perfeito para um passeio e um piquenique. 
   Ontem recebemos a visita de vinte alunos da Escola Educar, eram crianças da pré escola, com idade entre quatro e cinco anos, foi muito legal! A gurizada ficou encantada com as miniaturas de bondes e ônibus, e adoraram sentar nos bancos dos passageiros do bonde e do motorneiro. Aproveitamos para convidar outras escolas para nos visitarem, é só comparecer as segundas a tarde na frente do museu de Porto Alegre, não é necessário agendamento. Uma dica de atividade interessante para as escolas é aproveitar a oportunidade para visitar dois espaços culturais: o ônibus memória e o próprio Museu Joaquim José Felizardo, com certeza esta será uma atividade muito interessante! 


Museu itinerante estacionado na rua João Alfredo


Alunos visitando o Museu Itinerante


Crianças nos visitando.



Crianças nos visitando.