quinta-feira, 27 de março de 2014

Parabéns Porto Alegre!

     No dia 26 de março de 1772 foi criada a Freguesia de São Francisco do Porto dos Casais. Um ano depois, o nome da freguesia foi alterado para Nossa Senhora da Madre de Deus de Porto Alegre. Este território, entretanto, vinha sendo ocupado por casais vindos das ilhas dos Açores em Portugal desde a década de 1750. Com a mistura de povos vindos dos mais diferentes lugares, se construiu neste território uma bela cidade, reconhecida nacionalmente por sua cultura, a politização do seu povo e suas políticas progressistas em diversas áreas. 
   Compartilhamos com Porto Alegre seus mais recentes 142 anos de história. Após estes mais de cem anos trafegando por suas estradas, caminhos, ruas e avenidas temos a intimidade necessária para afirmar que Porto Alegre é uma velha conhecida! Mais do que isso, é uma querida amiga! Entre amigos existe a liberdade de um feliz aniversário atrasado sem a criação de ressentimentos.... Por isso viemos hoje Porto Alegre, te desejar um feliz aniversário e manifestar nosso orgulho por mais um ano compartilhando da tua história!

Imagem do Mercado Público de Porto de Alegre no séc. XIX, onde aparece uma maxambomba, primeiro "transporte público" de Porto Alegre.




Trilhos de bondes no Centro de Porto Alegre, ainda no século XIX. 




Foto do início do século XX em que aparece o arrabalde do menino Deus, primeiro destino dos bondes da Carris.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Próximas agendas da Exposição Temporânea

       Já postamos algumas vezes em nosso blog informações sobre a Exposição "Temporânea: Revitalizando Memórias em Porto Alegre". Desde outubro de 2012 que esta exposição vêm circulando por espaços de cultura de Porto Alegre como Museus e Memoriais. Com a Temporânea temos o propósito de dar visibilidade e inteligibilidade aos processos de recuperação de territórios em Porto Alegre, tendo como foco a revitalização do Centro Histórico da cidade. 
       Trata-se de uma bela exposição, composta por totens com imagens, textos históricos, poesias, crônicas e letras de música. A mostra encontra-se dividida em quatro eixos: Cidade Antiga, Cidade Contemporânea, Cidade do Futuro e Coração da Cidade, com esta divisão se procurou demonstrar os encontros e desencontros das diferentes temporalidades presentes em Porto Alegre. A exposição busca ressaltar a importância da preservação e valorização do patrimônio urbano, despertando laços de pertencimento e identificação na comunidade, incentivando, dessa forma, a ocupação dos espaços públicos e a participação efetiva na construção da cidade.
     No momento, nossa exposição encontra-se no Memorial da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, localizado na Avenida Loureiro da Silva, número 255, no Centro da cidade. No dia 25 de março faremos a mudança da exposição para o Memorial do Ministério Público, também localizado no Centro de Porto Alegre. Neste novo local a "Temporânea" ficará até o dia cinco de maio. Convidamos os nossos leitores que conheçam a "Temporânea" fazendo uma visita ao Memorial do Ministério Público, localizado na rua Marechal Deodoro da Fonseca, esquina da Rua Riachuelo, em frente a Praça da Matriz. 

Imagem da Exposição Temporânea na Câmara de Vereadores



Prédio em que se localiza o Memorial do Ministério Público do Rio Grande do Sul

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Jazz Carris

Pesquisando em nosso acervo, encontramos um belo texto sobre o conjunto musical "Jazz Carris" que existiu na Cia. Carris durante a década de 1930. Infelizmente este texto estava sem referências de autor ou data de publicação, mesmo assim optamos por transcreve-lo aqui no blog, já que nele constam curiosas informações sobre a história da empresa.

"Jazz Carris - 1934 a 1939 (provável)"

Em 1934, Mr. Millender, então diretor da Cia. Carris Porto-Alegrense, chamou Paulo Bifone para que este organizasse uma orquestra dentro do quadro de funcionários existentes na empresa, bem como um teatro e um cinema, a fim de proporcionar lazer aos seus funcionários. 
Bifone iniciou uma pesquisa interna com o objetivo de localizar músicos entre motorneiros, cobradores e demais empregados e observou, pelo número de músicos existentes e pela qualidade dos mesmos, que não havia o que chamaríamos de 'músicos de frente', que pudessem encabeçar e levar à frente  tão brilhante ideia. Paulo Bifone voltou a Mr. Millender e lhe disse: 'É necessário que contratemos alguns nomes do meio musical profissional, para podermos criar a orquestra com lastro. Sem eles não há maneira de organizar o que vossa senhoria quer!' Mr. Millender respondeu que os músicos em que questão poderiam ser contratados desde que os mesmos viessem  trabalhar na Carris.
Desde aquele momento vamos encontrar o Marino dos Santos, contratado como músico, mas trabalhando como motorneiro e assim por diante. Aí teremos o Ulisses Bernardi, que irá ser diretor de Jazz, violino, sax tenore funcionário dos escritórios da Carris. Breno Baldo (sax alto) era outro contratado. Ernani da Tristeza (pistão), Luiz "Americano" (bateria), advindo do Jaz Espia Só e, por último, o alemão Hans 'Guampa' (bom pianista) e o cantor Garcia são colocados em setores diversos para continuarem com as lides musicais. 
Em todos os carnavais (Mr. Millender era fã incondicional desta festa) o Jazz Carris divertia os quase quinhentos funcionários, juntamente comk os seus familiares. Organizavam-se verdadeiras festas dentro da Carris, que em certa época também contratava o regional de Piratini para atuar no teatro com pequenas esquetes, bem como tocar números muicais. Dava gosto observar e participar dessas festas da empresa  (...).
A composição do Jazz Carris (por ela passaram bons músicos) durante algum tempo, levando em consideração uma foto dos idos de 30, era: Ernani da Tristeza (1º pistão), Fábio (2º pistão), Tomazini (trombone), seu irmão Tomazini II (baixo tuba), Artur (3 sax alto), 'Mandarico' (1º banjo), Paulo (2º banjo), Hans 'Guampa' (piano), como cantor, Garcia, tendo na direção musical o competente Ulisses Bernardi (violino e sax tenor) e Luiz "Americano" (bateria). 
Este foi, talvez, um dos momentos mais importantes da música popular brasileira em Porto Alegre, na alegre década dos 30". 




quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Pedro Raymundo: o gaúcho alegre.

O compositor, cantor e gaiteiro Pedro Raymundo foi o primeiro "gaúcho" a "amarrar o cavalo no obelisco", ou seja, foi o primeiro gaúcho pilchado a tomar o Brasil de assalto com a música e a cultura do Rio Grande do Sul. Nascido em Santa Catarina no ano de 1906, Pedro Raymundo chegou a Porto Alegre em 1929, ano em que começou a trabalhar na Cia Carris Porto-Alegrense como conductor de bondes (como os atuais cobradores eram conhecidos na época). Aqui na empresa ele foi integrante do "Jazz Carris". Quando não estava trabalhando, mostrava seu talento musical com a sanfona nos cafés do Mercado Público. Começou a pegar gosto pelo folclore gaúcho e passou a se apresentar em programas de rádio. 
Em 1943, decidiu viver de música e partiu para o Rio de Janeiro. A então capital da República vivia o apogeu da Era do Rádio, e o sanfoneiro logo conseguiu apresentações na emissora Mayrink Veiga, depois na Tupi, Tamoio, Guanabara, Globo e Nacional.Usando sempre a vestimenta típica do gaúcho, Pedro Raymundo passou a ser conhecido como o "gaúcho alegre". Em 1945 relembrou os tempos de Carris com a canção "Segura o Bonde". 
Em entrevista para o jornal "Pasquim", Luis Gonzaga citou Pedro Raymundo como uma de suas inspirações: "Quando eu mandei buscar meu chapéu de couro no sertão eu já estava vendo Pedro Raymundo na rádio Nacional, abafando. Aquele gaúcho alegre, tocando, dançando improvisando, fazendo versos e conversando, contando prosa. Eu disse: 'ah, meu Deus do Céu, ele no Sul e eu no Norte. Vou imitar este senhor, mas ninguém vai perceber que eu estou imitando. Ele é gaúcho e eu vou ser cangaceiro. Eu queria cantar o Nordeste, eu já estava cheio daquela gravatinha. Então, eu encostei o burro em cima do Pedro Raymundo".





segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

QUEM DIRIA? TUDO COMEÇOU ASSIM...

          Encontramos em nosso acervo um livro com o título de "Quem diria? Tudo começou assim..."  publicado pela ATP (Associação de Transportadores de Passageiros de Porto Alegre) em 1993. Trata-se de uma obra em que a história do transporte público de Porto Alegre é contada. Além das evidentes referências à Cia. Carris Porto Alegrense, também fazem parte deste trabalho relatos que contam como ocorreu a criação de outras empresas de transporte da cidade. Iremos transcrever a seguir trechos destes livro que conta uma parte importante da história de nossa cidade:


"Os bondes começam a circular na cidade"

  "(...) A primeira linha de transporte coletivo de Porto Alegre foi inaugurada em 1865, quando a cidade não tinha mais que um quilômetro e meio de extensão. A 'Maxambomba' um veículo pesado, transportava passageiros entre a Avenida João Pessoa e o Menino Deus. Quando chovia, o bonde costumava descarrilar  - os trilhos eram de madeira - e os passageiros, enfurecidos, eram obrigados a ajudar o condutor a recolocar o veículos nos trilhos. O itinerário da primeira linha saía do aterro da Praça do Quartel  (atual Praça Argentina) seguia pela rua da Várzea (atual João Pessoa), Azenha, Botafogo, Getúlio Vargas com o terminal à igrejinha do Menino Deus, na esquina da Getúlio Vargas com José de Alencar. 
     Os empresários Estácio Bittencourt e seu sócio francês Emílio Gengebre, concessionários da linha, desentenderam-se com a Câmara Municipal e a primitiva "maxambomba" foi extinta.  Anos mais tarde, em 1873, ela foi substituída pelo serviço de bondes , saudado com entusiasmo pela população. A concessão era dada pelo governo da província à Companhia Carris de Ferro Porto Alegrense. A primeira linha cumpria o trajeto que iniciava na Praça da Alfândega e seguia até o Menino Deus (...). 
    A cidade se expandia para fora dos seus contornos originais e o serviço de bondes acompanhava o seu desenvolvimento. Em 1888, já havia quatro linhas operando na capital. Duas levavam ao Menino Deus, uma delas via João Alfredo e a outra passando pela Av. Venâncio Aires. Outra fazia o percurso do Caminho Novo (atual Voluntários da pátria) e a quarta atendia ao bairro Partenon (...)". 

   A seguir, imagens que ilustram o início do transporte público em Porto Alegre:








segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Dia 15 de janeiro é dia do cobrador!



     A profissão de cobrador começou a existir no início do transporte público em Porto Alegre. No final do século XIX, quando o transporte na cidade ainda era feito por bondes de madeira puxados por mulas, foi visto que era necessário um profissional que auxiliasse o motorista em suas funções. O cobrador da época (chamado de conductor ou trocador), ajudava a colocar o “bonde na linha” quando este descarrilava, desempacava as mulas que puxavam os bondes e, ainda por cima, cobrava os passageiros. Sendo que muitos dos transportados pulavam do bonde em movimento, se negando a pagar!
     Já no tempo dos bondes elétrico, muitas responsabilidades continuavam "caindo nos ombros" do conductor (como os cobradores eram conhecidos na época). Se a vara de metal desengatasse dos cabos de luz, o conductor ia lá fora arrumá-los, os "espertinhos" que tentavam descer do bonde sem pagar a passagem tinham que se entender com o conductor, além disso, havia quem colocasse objetos nos trilhos só para ver o bonde descarrilar (brincadeiras infantis da época) e o conductor a xingar. 
         Nos ônibus antigos, ele era chamado de "trocador", enrolava as cédulas de dinheiro entre os dedos e sua mão parecia um leque feito de dinheiro. Faz pouco tempo que inventaram a roleta e um assento para facilitar a vida do cobrador, até então as viagens eram feitas em pé por esse profissional.      
         Se os tempos eram difíceis no passado para o nosso amigo cobrador, hoje os problemas são outros, mas continuam exigindo muito profissionalismo e dedicação dos nossos colegas. O trânsito estressante, os assaltos, a pouca paciência de muitos que já chegam no ônibus cansados e estressados, são alguns dos problemas que o cobrador enfrenta em sua rotina de trabalho. Neste seu dia e em todos os outros, vamos lembrar de agradecer e homenagear esse profissional que está diariamente contribuindo com a nossa locomoção. Um bom dia, um muito obrigado, são termos simples, mas que fazem toda diferença no dia-dia! Obrigado cobrador (a) pelo seu dia, seu trabalho é muito importante para todos nós!
 

  
Tripulação bonde da Carris no ano de 1945.


Conductor na década de 1940.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

FIM DE ANO NA CARRIS...

      Além da I Feira do Livro da Carris, da qual falamos em nossa última postagem, muitas coisas aconteceram na empresa no mês de dezembro. Como sabemos, o último mês do ano é um momento de comemorações mas também de reflexões e  tomada de decisão para o próximo ano. Aqui na Carris, ocorreram eventos festivos, assim como eventos em que propostas para o ano de 2014 foram apresentadas. Comentaremos em nossa primeira postagem do novo ano um pouco destes diferentes momentos ocorridos na empresa.
        No dia 21 de dezembro aconteceu a Festa de Natal para os filhos dos colaboradores da Cia. Além da presença da Mamãe e do Papai Noel,  a festa também teve muitas brincadeiras, passeio no ônibus de Natal, lanches (sorvete e cachorro-quente) e distribuição de presentes. Foi uma tarde muito alegre como podemos conferir na imagem a seguir:




        Outra atividade que ocorreu na Carris neste fim de ano, foi a entrega de brinquedos nas creches que recebem apoio da empresa. A Unidade de Atendimento Psicossocial  da Carris, convidou os colaboradores a doarem um brinquedo para uma  das crianças das creches atendidas. No dia 24 o Papai e a Mamãe Noel foram entregar os presentes em um clima de muita alegria e emoção. A seguir, postamos uma foto da visita do casal Noel às crianças: 


    Por fim, no dia 27 ocorreu o relançamento do Programa "DNA Carris". O objetivo deste programa é valorizar as boas práticas dos colaboradores da empresa e reconhecer a qualidade dos serviços prestados. A cada três meses, os profissionais com melhor avaliação receberão reconhecimento público com a entrega do "pin" DNA Carris e de um certificado. Também ocorrerá a divulgação no "Painel DNA Carris" e nos canais de comunicação internos e externos da Cia. Os melhores avaliados durante o ano receberão como prêmio uma viagem com acompanhante. O programa iniciou contemplando o pessoal da Operação (motoristas e cobradores), mas o objetivo é, com o tempo, englobar a empresa toda.