segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

QUEM DIRIA? TUDO COMEÇOU ASSIM...

          Encontramos em nosso acervo um livro com o título de "Quem diria? Tudo começou assim..."  publicado pela ATP (Associação de Transportadores de Passageiros de Porto Alegre) em 1993. Trata-se de uma obra em que a história do transporte público de Porto Alegre é contada. Além das evidentes referências à Cia. Carris Porto Alegrense, também fazem parte deste trabalho relatos que contam como ocorreu a criação de outras empresas de transporte da cidade. Iremos transcrever a seguir trechos destes livro que conta uma parte importante da história de nossa cidade:


"Os bondes começam a circular na cidade"

  "(...) A primeira linha de transporte coletivo de Porto Alegre foi inaugurada em 1865, quando a cidade não tinha mais que um quilômetro e meio de extensão. A 'Maxambomba' um veículo pesado, transportava passageiros entre a Avenida João Pessoa e o Menino Deus. Quando chovia, o bonde costumava descarrilar  - os trilhos eram de madeira - e os passageiros, enfurecidos, eram obrigados a ajudar o condutor a recolocar o veículos nos trilhos. O itinerário da primeira linha saía do aterro da Praça do Quartel  (atual Praça Argentina) seguia pela rua da Várzea (atual João Pessoa), Azenha, Botafogo, Getúlio Vargas com o terminal à igrejinha do Menino Deus, na esquina da Getúlio Vargas com José de Alencar. 
     Os empresários Estácio Bittencourt e seu sócio francês Emílio Gengebre, concessionários da linha, desentenderam-se com a Câmara Municipal e a primitiva "maxambomba" foi extinta.  Anos mais tarde, em 1873, ela foi substituída pelo serviço de bondes , saudado com entusiasmo pela população. A concessão era dada pelo governo da província à Companhia Carris de Ferro Porto Alegrense. A primeira linha cumpria o trajeto que iniciava na Praça da Alfândega e seguia até o Menino Deus (...). 
    A cidade se expandia para fora dos seus contornos originais e o serviço de bondes acompanhava o seu desenvolvimento. Em 1888, já havia quatro linhas operando na capital. Duas levavam ao Menino Deus, uma delas via João Alfredo e a outra passando pela Av. Venâncio Aires. Outra fazia o percurso do Caminho Novo (atual Voluntários da pátria) e a quarta atendia ao bairro Partenon (...)". 

   A seguir, imagens que ilustram o início do transporte público em Porto Alegre:








segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Dia 15 de janeiro é dia do cobrador!



     A profissão de cobrador começou a existir no início do transporte público em Porto Alegre. No final do século XIX, quando o transporte na cidade ainda era feito por bondes de madeira puxados por mulas, foi visto que era necessário um profissional que auxiliasse o motorista em suas funções. O cobrador da época (chamado de conductor ou trocador), ajudava a colocar o “bonde na linha” quando este descarrilava, desempacava as mulas que puxavam os bondes e, ainda por cima, cobrava os passageiros. Sendo que muitos dos transportados pulavam do bonde em movimento, se negando a pagar!
     Já no tempo dos bondes elétrico, muitas responsabilidades continuavam "caindo nos ombros" do conductor (como os cobradores eram conhecidos na época). Se a vara de metal desengatasse dos cabos de luz, o conductor ia lá fora arrumá-los, os "espertinhos" que tentavam descer do bonde sem pagar a passagem tinham que se entender com o conductor, além disso, havia quem colocasse objetos nos trilhos só para ver o bonde descarrilar (brincadeiras infantis da época) e o conductor a xingar. 
         Nos ônibus antigos, ele era chamado de "trocador", enrolava as cédulas de dinheiro entre os dedos e sua mão parecia um leque feito de dinheiro. Faz pouco tempo que inventaram a roleta e um assento para facilitar a vida do cobrador, até então as viagens eram feitas em pé por esse profissional.      
         Se os tempos eram difíceis no passado para o nosso amigo cobrador, hoje os problemas são outros, mas continuam exigindo muito profissionalismo e dedicação dos nossos colegas. O trânsito estressante, os assaltos, a pouca paciência de muitos que já chegam no ônibus cansados e estressados, são alguns dos problemas que o cobrador enfrenta em sua rotina de trabalho. Neste seu dia e em todos os outros, vamos lembrar de agradecer e homenagear esse profissional que está diariamente contribuindo com a nossa locomoção. Um bom dia, um muito obrigado, são termos simples, mas que fazem toda diferença no dia-dia! Obrigado cobrador (a) pelo seu dia, seu trabalho é muito importante para todos nós!
 

  
Tripulação bonde da Carris no ano de 1945.


Conductor na década de 1940.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

FIM DE ANO NA CARRIS...

      Além da I Feira do Livro da Carris, da qual falamos em nossa última postagem, muitas coisas aconteceram na empresa no mês de dezembro. Como sabemos, o último mês do ano é um momento de comemorações mas também de reflexões e  tomada de decisão para o próximo ano. Aqui na Carris, ocorreram eventos festivos, assim como eventos em que propostas para o ano de 2014 foram apresentadas. Comentaremos em nossa primeira postagem do novo ano um pouco destes diferentes momentos ocorridos na empresa.
        No dia 21 de dezembro aconteceu a Festa de Natal para os filhos dos colaboradores da Cia. Além da presença da Mamãe e do Papai Noel,  a festa também teve muitas brincadeiras, passeio no ônibus de Natal, lanches (sorvete e cachorro-quente) e distribuição de presentes. Foi uma tarde muito alegre como podemos conferir na imagem a seguir:




        Outra atividade que ocorreu na Carris neste fim de ano, foi a entrega de brinquedos nas creches que recebem apoio da empresa. A Unidade de Atendimento Psicossocial  da Carris, convidou os colaboradores a doarem um brinquedo para uma  das crianças das creches atendidas. No dia 24 o Papai e a Mamãe Noel foram entregar os presentes em um clima de muita alegria e emoção. A seguir, postamos uma foto da visita do casal Noel às crianças: 


    Por fim, no dia 27 ocorreu o relançamento do Programa "DNA Carris". O objetivo deste programa é valorizar as boas práticas dos colaboradores da empresa e reconhecer a qualidade dos serviços prestados. A cada três meses, os profissionais com melhor avaliação receberão reconhecimento público com a entrega do "pin" DNA Carris e de um certificado. Também ocorrerá a divulgação no "Painel DNA Carris" e nos canais de comunicação internos e externos da Cia. Os melhores avaliados durante o ano receberão como prêmio uma viagem com acompanhante. O programa iniciou contemplando o pessoal da Operação (motoristas e cobradores), mas o objetivo é, com o tempo, englobar a empresa toda.



        

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

I Feira do Livro da Carris

      A última semana foi muito especial para nós da Unidade de Documentação e Memória Carris. Entre os dias 18 e 20 de dezembro realizamos a I Feira do Livro da Carris. Este foi o primeiro evento do tipo na empresa, esperamos entretanto, que várias outras "Feiras do Livro" aconteçam aqui na Carris. De acordo com a avaliação de nossa Unidade, esta foi uma iniciativa de sucesso. Além da venda de livros ocorreram atividades culturais bem interessantes que contaram com a participação de vários de nossos colegas. O objetivo da Feira foi incentivar a leitura entre os colaboradores da Carris e reunir os diferentes setores da empresa em meio a valores positivos como a leitura e a cultura. Nossa Feira foi oficialmente aberta na quarta-feira dia 18, às 14h, através de uma cerimônia de abertura que contou com o Diretor do Administrativo e Financeiro da Carris, Vidal Pedro Dias Abreu. Em seu discurso, o Diretor Vidal falou sobre a iniciativa de uma Feira do Livro da Carris e sobre a importância da leitura. 


  
  Durante a tarde desta mesma quarta-feira, realizamos as nossas primeiras atividades culturais, neste momento voltadas para o público infantil. Compareceram aqui na Carris os alunos da creche "Três Corações", que recebe apoio da empresa. Estes alunos assistiram a uma contação de história realizada pelo escritor infantil Carlos Augusto Pessoa de Brum e participaram de uma oficina de ônibus de montar de papel com nosso colega voluntário Ismael Bohem da Silva. 


    Na quinta-feira, dia 19/12, ocorreu a "Tarde de Autores". Estiveram presentes neste evento os escritores Alexandre Fiore, Newton Terra, Fernando Almeida, Hilda Flores e Moacyr Flores. Cada um falou um pouco sobre a sua obra e após todos participaram de uma sessão de autógrafos. Este foi um momento muito legal da Feira, já que a participação de nossos convidados foi de altíssimo nível, proporcionando aos presentes um momento de muita troca de conhecimentos. 


    As temáticas apresentadas pelos autores convidados foram as mais variadas. Os senhores Alexandre Fiore e Newton Terra são médicos, o primeiro é pediatra e falou sobre os cuidados dos pais com as crianças; já o segundo é geriatra e falou sobre qualidade de vida na terceira idade. O senhor Fernando Almeida é poeta regionalista e declamou um belo poema de sua autoria. Os senhores Hilda e Moacyr Flores são historiadores. A professora Hilda Flores apresentou seu livro que fala sobre as mulheres contemporâneas da Revolução Farroupilha, um trabalho de história realmente inspirador. 



O professor Moacyr Flores falou sobre o trabalho do historiador e o cuidado com os "sensos comuns" construídos em relação ao passado. Também comentou sobre as décadas de estudo e trabalho que dedica  as profissões de pesquisador e professor. Enfim, foi uma tarde de muita cultura aqui na Carris.


  
Como falamos no início deste texto, esperamos que muitas outras Feiras do Livro ocorram na Cia. Carris Porto-Alegrense. Momentos como estes são oportunidade preciosas para ampliarmos nossa aprendizagem e compartilharmos conhecimento.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Madiba


       Hoje abrimos um parênteses em nossas postagens para falarmos sobre Nelson Mandela. O dia cinco de dezembro de 2013 com certeza entrará para a história, ontem a noite perdemos um dos maiores líderes destes últimos séculos. A vida de Nelson Mandela é uma aula de história e uma lição de determinação e luta pela justiça. 
      Nascido no ano de 1918 em Mvezo, zona rural próximo à região do Cabo na África do Sul, Mandela era membro da nação Xhosa, uma tradicional tribo da região. Em 1942 Mandela começou a frequentar as reuniões do CNA (Congresso Nacional Africano), movimento que lutava por condições mais iguais entre negros e brancos na África do Sul, país politicamente dominado por uma minoria branca formada por descendentes de inglês, holandeses e alemães. Em 1948 o Partido Nacional chegou ao poder na África do Sul e criou o "apartheid", uma política de segregação racial oficializada pelo Estado. Tornaram-se políticas de Estado medidas como a proibição de casamentos entre negros e brancos, a criação de áreas residenciais exclusivas para negros, assim como escolas também segregacionistas, além de outras medidas racistas. Postamos a seguir, imagens em que apresentam exemplos de práticas racistas que aconteciam com apoio oficial na África do Sul no período:

Bebedores exclusivos para brancos e negros. 


Praia segregacionista, com áreas exclusivas para brancos.

        Neste momento,  a CNA tornou-se o principal foco de resistência e luta contra o apartheid e Mandela a sua mais importante liderança. Em 1952 Mandela foi preso pela primeira vez. Em 1960 a CNA tornou-se ilegal e Mandela, juntamente com outros partidários do movimento, criaram a "Umkhonto we Sizwe" (Lança da Nação), mão armada do movimento anti-apartheid.  Após dois anos agindo através da "Umkhonto we Sizwe", Mandela foi preso em 1962, ficando na cadeia por 27 anos.
       Ao sair da cadeia, em 1990, Mandela assumiu um discurso de conciliação e esforço para unir o país em torno da ideia de reconstrução com respeito aos diferentes povos que o compõem. Em 1994 foi eleito presidente da África do Sul e colocou em prática o seu discurso conciliador, pregando que era o momento de esquecer o passado e construir um novo país. Em 1999, quando deixou a presidência, realmente a África do Sul era um país bastante diferente, buscando ativamente superar seu passado segregacionista.
      São de Mandela as seguintes palavras: "Ninguém nasce odiando outra pessoa por causa da cor de sua pele, ou por causa de sua origem ou religião. As pessoas aprendem a odiar e, se elas aprendem a odiar, elas podem ser ensinadas a amar, porque o amor vem mais naturalmente para o coração humano do que o seu  posto". Desejamos que fique como legado de Mandela a consciência de educar as próximas gerações para o amor e a tolerância e não para os seu opostos. Que possamos aprender a conviver e respeitar todos, a pesar de nossas diferenças.


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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Senhor Talis Wolkmer


      Nesta última quinta-feira, dia 28 de novembro, nós da Unidade de Documentação e Memória Carris fomos visitar o senhor Talis Wolkmer, um ex colaborador da Empresa. Seu Talis é natural de Porto Alegre, nasceu e morou a maior parte de sua vida no bairro Azenha (atualmente vive no bairro Medianeira). Durante a entrevista, seu Talis nos contou que seu pai, um tio e um primo também trabalharam na Cia. Carris. O nome do pai do seu Talis era José Arcelino Wolkmer, e ele foi fiscal de bonde. 
    Seu Talis trabalhou "apenas" 39 anos na Carris, ingressou em primeiro de maio de 1947, se aposentando no ano de 1986. Durante este intervalo de tempo, exerceu inúmeras funções na empresa. Diz que o fato de ter começado a trabalhar num primeiro de maio fez com que ele se tornasse uma pessoa muito trabalhadora. Como não poderia deixar de ser, nosso entrevistado tem um grande carinho pela Carris, já que aqui passou grande parte de sua a vida, assim como o seu pai havia feito antes dele. Na casa deste senhor há um número bastante grande de objetos que fazem referência a empresa, como mini bondes, chaveiros com o símbolo da Carris, placas que recebeu ao longo de sua jornada na Cia., entre outras lembranças.
       Este senhor é um grande contador de histórias, tanto que o tempo de uma hora e meia que reservamos para a entrevista não foi suficiente, teremos que agendar uma nova visita ao senhor Talis. Ele nos contou que sua primeira função na Carris foi de colocador de bobina nos bondes, mas que como fazia um curso de Torneiro Mecânico no SENAC, logo foi utilizado em outras funções. É de seu Talis a informação que existiu na Carris uma cooperativa que vendia aos funcionários da empresa produtos de alimentação, higiene, limpeza e vestuário a um preço menor que o do comércio tradicional. Até a realização desta entrevista não tínhamos esta informação. Seu Talis foi responsável por esta cooperativa da década de 1960 até seu fechamento em 1973, quando a Carris mudou sua sede da Avenida João Pessoa para a rua Albion. Entre as histórias contadas por seu Talis consta a de que a chegada do caminhão do "rancho da Carris" na casa dos antigos colaboradores era a maior festa para a criançada.
        Após o fechamento da cooperativa, seu Talis passou a trabalhar  no Departamento Pessoal da Carris, chegando a ser chefe do setor. Também trabalhou na "Escola de Motoristas", de onde guarda muitas histórias. Uma delas é da turma "rebelde" que foi "enquadrada pelo senhor Talis e se tornou um modelo para os alunos posteriores. 
        Quando postamos a imagem do seu Talis no facebook percebemos o quanto ele é querido por seus ex colegas. Várias pessoas comentaram a imagem lembrando deste simpático senhor e falando de suas saudades!  




               Foto do Departamento Pessoal da Carris, no período em que o Sr. Talis ali trabalhava.



             Foto do Sr. Talis tirada na última quinta-feira.
 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Uma visita muito especial

Na última sexta-feira, dia 14 de novembro, nossa equipe foi visitar um ex colaborador da Cia. Carris. Trata-se do senhor  Antônio, que foi barbeiro da Companhia Carris Porto-Alegrense entre os anos de 1961 e 1970, quando a sede da empresa ainda se localizava ali na Av. João Pessoa. Foram visitar o seu Antônio duas historiadoras de nossa equipe. A entrevista realizada para compor nosso banco de história oral durou por volta de uma hora. Durante este tempo, seu Antônio nos forneceu várias informações interessantes, tanto em relação ao seu trabalho de barbeiro quanto sobre a relação entre os funcionários da empresa nos diferentes setores da Cia.
Seu Antônio nos contou por exemplo, que quando começou a trabalhar como barbeiro na Carris, a barbearia já existia a bastante tempo e era muito utilizada. Seu horário de serviço iniciava as cinco horas da manhã para atender os motorneiros e condutores que faziam as primeiras linhas dos bondes. Além dos seu Antônio, também trabalhavam na barbearia mais três barbeiros. A barbearia ficava aberta até as dez da noite, assim sendo, podia atender os funcionários que trabalhavam nos diferentes horários do expediente da empresa. A boa apresentação dos funcionários era um quesito exigido na época, se o colaborador se apresentasse na empresa desalinhado, com o cabelo grande e a barba por fazer, era convidado a voltar para casa e perdia o dia de trabalho, por isso o serviço prestado pela barbearia era tão importante. Os preços cobrados para os trabalhadores da empresa eram abaixo do preço normalmente cobrado em outras barbearias, seu Antônio nos informou que era apenas o suficiente para repor o material utilizado pelo estabelecimento. Os quatro barbeiros eram funcionários da Cia. Carris e recebiam seus salários por ela. Seu Antônio nos contou que os diretores da Cia. também utilizavam os serviços dos barbeiros, mas que, entretanto, eram atendidos em suas salas. 
Além do seu trabalho na barbearia, seu Antônio lembrou de outros aspectos da vida cotidiana dos trabalhadores da Carris na época. Sobre o refeitório, por exemplo, ele nos contou que o mesmo tinha o apelido de "Panelão" e que a comida era muito boa. Ocorriam festas na empresa para os familiares dos colaboradores, seu Antônio tem boas lembranças destes eventos. Em datas cívicas (como dia da independência, dia da proclamação da república, entre outros), os bondes eram decorados com fitas verde e  amarelas, em concordância com o nacionalismo, uma das características de períodos ditatoriais como o em que seu Antônio trabalhou na Carris. 
Ao final da entrevista o ex colaborador deixou claro seu carinho pela Cia. Disse que tem saudades do tempo em que trabalhou na Carris, que guarda boas lembranças de seus colegas (com os quais manteve contato ainda por muito tempo). Com o dinheiro que recebeu quando saiu da empresa o seu Antônio abriu o seu próprio salão, até hoje ele trabalha como barbeiro em seu próprio estabelecimento. Postamos a seguir duas imagens, uma do seu Antônio atualmente e outra da antiga barbearia da Carris. 



Seu Antônio fotografado por nossa equipe na última sexta-feira.



Imagem da barbearia na década de 1960, período em que se Antônio trabalhou na Carris.