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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Prêmio COMPAC 2009



Nosso Museu está de Parabéns! Apesar de enfrentarmos uma série de dificuldades referentes às questões estruturais, principalmente nos períodos chuvosos, o Memória foi homenageado. O Museu Itinerante Memória Carris recebeu o Prêmio COMPAHC 2009 – Mérito ao Patrimônio, solenidade que ocorreu na última quarta-feira, no Paço Municipal. Ao lado de 24 homenageados, entre personalidades, empresas e instituições nosso Museu esteve presente.

Há 21 anos um ônibus monobloco da Mercedes Benz, de 1984, abriga a memória da empresa mais antiga de transporte coletivo no Brasil, em funcionamento – a Companhia Carris Porto-Alegrense. Como já foi abordado em postagens anteriores, a Carris está diretamente relacionada ao desenvolvimento urbano da nossa Capital. A chegada dos primeiros bondes (1873) – a tração animal – e, posteriormente, com o advento da eletricidade – os Elétricos (1908) – fizeram com que Porto Alegre fosse perdendo suas antigas características rurais. Acrescentamos a esta trajetória os ônibus, que, ao contrário dos bondes, continuam pelas ruas garantindo a mobilidade urbana aos porto-alegrenses. A Carris e a cidade de Porto Alegre são memórias indissociáveis, pois suas histórias são “trilhadas” por caminhos simbiônticos. Quando se fala em Carris, inevitavelmente, fala-se em Porto Alegre.

O trabalho desenvolvido pelo Museu abarcou equipes distintas que possibilitaram este ano, após atingir sua “maior idade”, esta belíssima homenagem. Tenho certeza que este reconhecimento se faz presente pelo trabalho dessas diferentes personagens que transitaram pelos trilhos da história do transporte. Aproveito-me da atual condição de monitora do Memória e de administradora deste blog, para parabenizar com maior veemência o colaborador Eloy. Nosso querido Chefia, que há muito tempo faz parte desta história. Ao levar o Memória aos diversos cantos da cidade, ele vai “guiando” a educação e a cultura para pessoas que, na maioria das vezes, estão muito distantes dessas premissas que deveriam ser a base para a nossa sociedade.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Boas vindas!

As visitas do Memória, às escolas da cidade, estão recheadas de novidades. Nosso museu está contando com a participação de uma “turma da pesada”. Marcos (UFRGS), Ben Hur (IPA) e André (IPA) que estão realizando o estágio curricular aqui na Carris. As próximas escolas, que receberem a visita do Museu, poderão usufruir das “ histórias e memórias” que esta galera irá acrescentar ao projeto.

Gostaria de expressar que estou muito feliz em poder dividir esta experiência com colegas que estão trilhando a sua formação, assim como eu. Posso assegurar que o dia-a-dia com o Museu Itinerante Memória Carris é, no mínimo, uma vivência enriquecedora, em todos os aspectos. Durante o trabalho, a cada atividade exercida, acrescento elementos que vão contribuindo para o meu amadurecimento profissional e pessoal. A convivência com crianças e adolescentes nas escolas revela-se uma “caixinha de surpresas” a cada visita. É incrível como estamos fadados a eternos aprendizes. A princípio, chego às escolas, na qualidade de monitora, para levar informação, no entanto, esta prática torna-se recíproca. A cada encontro novas experiências, “um novo retalho a ser tecido na gigante colcha da vida” . Quanto ao trabalho de pesquisa, devo confessar que 137 anos de empresa exige que, às vezes, nos transformemos em “ratinhos”, ou seja, entrar num arquivo e esquecer que há vida fora daquelas paredes (risos). O que dizer sobre este blog e o Volante (jornal interno da Carris, no qual escrevo uma coluna mensal)? Cada texto uma barreira vencida, acho que é mais ou menos assim que percebo este grande desafio. Sem falar nos colegas da Carris que convivo semanalmente, suas particularidades compõem uma pluralidade extremamente interessante de se partilhar.

A participação do André, do Ben Hur e do Marcos, com certeza, será mais um momento que possibilitará uma belíssima troca de experiências. Além da participação nas escolas, este espaço estará aberto para que eles possam postar seus textos, dividindo com a gente suas “histórias e memórias”.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

11° Transposul






Na semana passada estivemos, durante três dias, no centro de eventos da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), participando da 11° Feira de Transporte e Logística do Sul (Transposul). Esta foi a segunda edição que o Memória participou, destacando-se entre estandes equipados com os mais diferentes aparatos tecnológicos de segurança, logística, entre outros.

A abertura da feira contou com a presença do prefeito José Fogaça e, ao longo do evento, teve a visita de muitos empresários, jornalistas, profissionais ligados ao transporte e, como não poderia deixar de ser, dos busólogos. No último dia da Transposul, Sexta-feira, os visitantes do Memória foram recepcionados pela Dona Claudete, que recebeu todos com muito carinho e atenção.

Neste ano o Museu Itinerante Memória Carris teve a companhia de um ônibus de 1965 da Sogil (foto que ilustra essa postagem), o mesmo que, em maio do presente ano, realizou o trajeto de Gravataí a Porto Alegre em comemoração aos 55 anos da empresa. Embora este evento se diferencie da agenda habitual do Memória, tal oportunidade proporcionou uma vivência entre o que já simbolizou a modernidade com que representa o moderno atualmente. Por meio dessas trocas podemos identificar a fugacidade na qual vivemos e aproximar a História do nosso cotidiano. Já comentei em postagens anteriores sobre a corrida contra o tempo que estabelecemos diariamente, novas tecnologias surgem a todo instante, e a 11° Transposul apresentou aos seus participantes e visitantes, o que há de mais moderno na área de transporte e logística. A participação do Museu, bem como do ônibus da Sogil possibilitou o diálogo entre diferentes períodos da história.

sábado, 13 de junho de 2009


Nessa Segunda-feira visitamos o CENEAMM 1° de Maio, no Bairro Glória, onde começamos a ser surpreendidos positivamente logo na chegada. Inicialmente o Memória ficaria em frente ao posto de saúde, utilizando a energia elétrica da sede para a iluminação do museu e para o funcionamento do “bondinho”, pois a rua do CENEAMM é muito estreita, inviabilizando nossa parada em sua frente. A foto dessa postagem ilustra a miniatura que fica atrás do acrílico, quando o bonde começa a andar sobre os trilhos paralisa o olhar das crianças, principalmente, dos pequenos, eles adoram esse momento da visita. No entanto, o posto se encontra num declive, e para garantir o funcionamento da grande atração da criançada (o bondinho) o ônibus monobloco que hospeda o museu precisa estar em terreno plano. Puxa! O que fazer agora? Pois os nossos visitantes do dia eram, justamente, os pequeninos, com exceção das turmas do SASE (Serviço de Apoio Sócio Educativo). Assim que expomos essa dificuldade, imediatamente, um morador da comunidade ofereceu a energia da sua casa. Pronto! Problema solucionado. O Chefia (motorista do Memória) estacionou o museu em frente a moradia do solícito rapaz e, em seguida, realizou as instalações necessárias. Tudo certo!Começamos a receber as primeiras turmas.

A cada saída do Memória, sejam visitas a escolas ou eventos na cidade, aprendemos coisas novas, é incrível a troca de conhecimento e experiências que o Museu Itinerante Memória Carris proporciona. Nessa Segunda-feira não foi diferente. Mesmo que a história a ser apresentada durante a monitoria da visita seja sempre a mesma, a forma que ela é conduzida se altera de acordo com a turma. Essa variante está associada a diversos fatores, como a faixa etária, o número de visitantes e, principalmente, o posicionamento dos professores, bem como da escola de contextualizar a visita, fazendo com que esse momento lúdico proporcionado pelo Memória seja uma extensão da atividade em sala de aula.

Recebemos as turmas pela manhã e pela tarde, todos muito curiosos para ver o que havia dentro daquele ônibus antigo parado ali perto. Ao final, depois da última visita, fui agraciada com duas surpresas, um cartaz com desenhos do museu, da turma do Jardim A e um teatro dos alunos do SASE da tarde. O espetáculo transmite várias mensagens e o mais interessante é que a professora montou o texto a partir de relatos dos alunos, de suas vivências nas escolas no turno inverso. Todos participam, cada um tem um papel fundamental na peça demonstrando a importância do respeito com o outro. Através dessa postagem quero parabenizar o trabalho do CENEAMM 1° de Maio e a iniciativa de levar o teatro para a sala de aula, tornando o aprendizado mais prazeroso, bem como agradecer por mais uma oportunidade de trocar experiências.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Histórias e Memórias


Dia 18 de maio comemoramos o Dia Internacional dos Museus, instituído pelo Conselho Internacional dos Museus - ICOM, em 1977, para estreitar laços entre os museus e às comunidades as quais pertencem. O ICOM, criado em 1946, tem o objetivo de promover os interesses da Museologia e de outras disciplinas relacionadas com a gestão e as atividades dos museus.

As instituições museológicas possuem um papel fundamental para a sociedade proporcionando um encontro do indivíduo com diferentes momentos, sejam eles separados por um grande espaço temporal, ou não. Os museus são locais de salvaguarda da memória e possibilita que preservemos nossas histórias, fortalecendo e revitalizando a identidade cultural da nação. Tal identificação possibilita que desmistifiquemos esses espaços como locais de velharias, reconhecendo-nos como sujeitos ativos e, não apenas, como meros expectadores.

A partir dessa perspectiva que o Museu Itinerante Memória Carris sai às ruas de Porto Alegre visitando escolas e espaços públicos da cidade. Levamos dentro do nosso museu – um ônibus monobloco de 1984 – uma série de histórias e memórias materiais e imateriais. Através desse pequeno espaço as pessoas podem conhecer a história do transporte coletivo e o seu fundamental papel nos processos de modernização, metropolização e verticalização da capital rio-grandense.

Quando a história da Carris vai às ruas percebo a manifestação de diferentes sentimentos, mexendo com as sensibilidades dos porto-alegrenses, tanto com os pequenos – que enxergam um mundo muito distante do seu – como para os mais experientes que rememoram tempos vividos. Na semana passada, o Memória esteve dois dias em frente ao Memorial do Rio Grande do Sul, compondo a Mostra dos Museus, na qual tive a oportunidade de ouvir as mais variadas histórias. No ambiente urbano de Porto Alegre, em pleno centro da cidade, onde turistas desfrutam do cenário cultural, enquanto outros correm contra o tempo em meio há uma série de atividades – que na maioria dos casos, possivelmente, necessitariam 34 horas, ao invés de 24 para satisfazerem suas demandas diárias – o nosso museu acolhia, por alguns minutos, esses passantes. Alguns narravam histórias vividas no período dos bondes, outros entravam e saíam exclamando terem saudado a sua infância, alguns ficavam espantados de como tudo era diferente e, outros ainda, saíam depois de olhar atentamente sem pronunciar nenhuma palavra, porém, apenas com um olhar manifestavam as suas sensações.

Posso confessar a todos que acompanham o blog que vivo momentos mágicos ao presenciar sentimentos tão distintos a partir da hora que as pessoas – das mais diferentes faixas etárias, “estilos” e classe social – embarcam nessa viagem no tempo ao adentrar no Monobloco da Carris. De alguma maneira percebo a conscientização do transporte coletivo como um patrimônio público de fundamental importância para a sociedade, e que, portanto, necessita diariamente do nosso cuidado.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Memória volta às ruas de Porto Alegre


Após passar por reformas, de cara nova, o Museu Itinerante Carris abre sua agenda para visitações nas Escolas da rede pública e privada de Porto Alegre, assim como para eventos. O agendamento pode ser feito pelo endereço eletrônico renata_souza@carris.com.br ou memória@carris.com.br ou, então, pelo telefone no número 32892122.

No mundo de hoje corremos numa disputa acirrada com o tempo. Muitas são as vezes que o atual confunde-se com o passado numa ação de se presentificar o futuro. A preservação de memórias coletivas, sob esse contexto, faz-se fundamental para que possamos manter algum elo com o passado. A Carris, como uma empresa de mais de cem anos, dedica-se na preservação dessas memórias tão significativas em todo o processo de modernização da nossa cidade. O Museu Itinerante volta às ruas da capital levando antigas histórias aos porto-alegrenses, assim como criando outras a partir da sua convivência com o público.

Agende sua visita para que possamos além de dividir, construir novas memórias.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Dona Claudete




Já falei aqui sobre as pessoas que não aparecem para o público, mas são essenciais para a execução do trabalho diário. São os profissionais que trabalham por trás das cortinas, fazendo de tudo para que o espetáculo seja perfeito. Na Carris, dezenas de colaboradores limpam e consertam os ônibus de dia e noite, possibilitando a perfeição do serviço prestado. No caso do Memória, além do pessoal da manutenção, que volta e meia presta-nos apoio, a Dona Claudete é quem realiza diariamente a limpeza do museu, garantindo a alegria da garotada.
Ela é conhecida na empresa por sua simpatia e carisma. Exemplo de dedicação e trabalho, é formada em história, com Especialização em Escola Contemporânea pela Fapa (Faculdade Porto Alegrense). No entanto, ao entrar na Companhia, em 1992, Dona Claudete ainda não havia terminado o ensino fundamental. Com a oportunidade de fazer cursos dentro da própria empresa, ela estudou e obteve a aprovação nas provas da SEC (Secretaria da Educação) que lhe possibilitaram conseguir o certificado do ensino fundamental e médio. A professora já trabalhou como voluntária em várias escolas e ministra constantemente aulas, na Carris, para os alunos do Curso de Desenvolvimento de Competências Profissionais.
Aos 64 anos, Dona Claudete é a responsável pela limpeza do Memória, não só no dia-a-dia, mas, também, a que realizamos anualmente com a retirada do acrílico. Ela faz tudo com muita dedicação e esforço, mostrando a todos, com seu trabalho, o grande carinho que tem pela Carris. Ela garante a visita perfeita, nas idas e vindas do Memória.


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Balanço do Memória em 2008



Dois mil e oito foi um ano diferente para o museu da Carris. As atividades que participamos foram diversas das tradicionais. Encerramos o segundo semestre contabilizando 18.649 visitantes em diversas regiões de Porto Alegre. Este também foi o ano que o Memória fez 20 anos, em março, com o decreto 9.125.
As escolas estaduais foram as mais visitadas. Contabilizaram 58% das visitas, seguidas das instituições particulares, com 24%. As novidades foram os Serviços de Atendimento Sócio Educativo (Sase), que em 2008 representaram 17%. Aumentou também o número de instituições infantis, uma inovação de certo modo, pois este não é nosso público tradicional.
Quanto às zonas de Porto Alegre, vamos mapear os lugares por onde andamos. Ano passado, as zonas central e norte representaram juntas cerca de 68% (centro 35%, norte 33%). A Zona Sul representou 28% das atividades. Foram 85 em 2008 em diversos pontos da Capital gaúcha, inclusive com uma visita à Ilha da Pintada, que não entra nas divisões regionais de Porto Alegre.
Foram vários os eventos que o Memória visitou. Além dos já tradicionais, a novidade foi o Caminho do Livro, na Rua Riachuelo, inaugurado em agosto. Ano passado fui pela primeira vez do Fórum Estadual dos Museus, onde tivemos a oportunidade de expor para profissionais nossas experiências. Nós, do Memória, participamos do mini curso Museu como Espaço Educador, ministrado pela professora Margarita Kramer, do Instituto de Artes da UFRGS.
Outro evento diferente foi a Feira de Transporte e Logística do Sul (Transposul), na Fiergs em julho. Diverso dos eventos usuais que o Memória participa, lá estavam muitos empresários e profissionais do setor de transporte no Rio Grande do Sul. O Memória foi muito apreciado no evento, recebendo muitas pessoas.
Em 2008 visitamos o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), escola técnica que existe em todo país. É a primeira vez que o museu visita um colégio profissionalizante, proporcionando uma experiência diferenciada para eles e nós. Lá tivemos contato com matérias e disciplinas diferentes das tradicionais.
Acima, gráfico das escolas visitadas.