Mostrando postagens com marcador Memória Carris. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Memória Carris. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de maio de 2011

18 de Maio - Dia Internacional dos Museus


Hoje comemoramos o Dia Internacional dos Museus. Com objetivo de ressaltar a importância dessas instituições para a sociedade, a data foi instituída pelo Comitê Internacional de Museus (ICOM), em 1977.
 Este momento é propício para refletirmos sobre o papel dos museus na atualidade. A partir de uma relação dialógica com a comunidade, as instituições museológicas contemporâneas são espaços multidisciplinares que trabalham com preservação, conservação, comunicação, educação, investigação, entre outras ações nas diferentes áreas do conhecimento. No entanto, para promover o desenvolvimento desses espaços museais é imprescindível à elaboração de políticas públicas. Nesse sentido, em 2009 foi sancionada a Lei nº 11.906 que criou o Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM, uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Cultura.  
            O IBRAM é um órgão muito importante para fomentar a criação de novas instituições e o desenvolvimento das já existentes, procurando melhores formas de expansão e manutenção do acervo, aumento de freqüência, arrecadação financeira, descentralização, entre outros aspectos relacionados à gestão. Dessa forma, temos uma política pública para gerenciar a área museológica no país. Todos os anos o IBRAM promove a Semana Nacional dos Museus, em celebração ao Dia Internacional A Semana é um momento no qual são desenvolvidas atividades em todo o país, este ano a temática é Museu e Memória.
No caminho de ampliar as possibilidades do nosso Museu Itinerante Memória Carris, antigamente vinculado a Assessoria de Comunicação e Marketing da empresa, foi institucionalizada, recentemente, a Unidade de Documentação e Memória Carris. Dessa forma, além de trabalhar com a divulgação da história da Cia, configura entre nossos objetivos explorar, através das memórias e histórias que a Carris compartilha com Porto Alegre ao longo de mais de um século, ações culturais, educacionais e sociais que promovam o desenvolvimento da cidadania.

terça-feira, 15 de março de 2011

Abertura da Associação Amigos da Memória Carris

Ontem foi um dia de muitas comemorações para a equipe do Memória Carris. Há aproximadamente um ano, no início de 2010, começamos a desenvolver o projeto Memória Carris, um programa de memória empresarial que busca salvaguardar a história da Carris e de seus colaboradores. Nesse sentido ,trabalhamos com o patrimônio material, reunindo e conservando fotografias, documentos e objetos tridimensionais, materiais que se constituem como vestígios da história da empresa de transporte coletivo mais antiga do país. Para além da história oficial (institucional), realizamos um trabalho, utilizando a metodologia de História Oral, de entrevistas com antigos e atuais funcionários do transporte público (bondes e ônibus), bem como seus usuários. Esses depoimentos estão sendo transcritos para uma publicação que pretendemos lançar até o final deste ano. Além disso, esse material já foi utilizado para a realização de duas exposições.
   Para além desse trabalho que realizamos sobre a empresa, identificamos a Carris como um Patrimônio Histórico da cidade, já que sua trajetória está presente nas memórias individuais e coletivas da população porto-alegrense e da região metropolitana. Por esse motivo, configura entre nossos objetivos trabalhar na preservação, divulgação e valorização do transporte público como um todo e suas relações com a Capital e os citadinos, desde bondes à tração animal até os ônibus contemporâneos, destacando suas transformações e implicações na dinâmica da cidade. 
Para ampliar nossas ações, ontem (14/03) foi fundada a Associação Cultural Amigos da Memória Carris. Através deste instrumento poderemos enviar um projeto, que se encontra em fase de conclusão, para lei de incentivo à cultural federal, no qual propomos a construção do Centro Cultural Memória Carris, composto por três grandes eixos interligados: Museu, Arquivo e Biblioteca. Tal proposta está sendo elaborada por uma equipe multidisciplinar, constituída por historiadores, arquivista, museólogo e bibliotecário. De forma concomitante, a conclusão, envio e tramitação do projeto no Ministério da Cultura, estamos trabalhando na organização e catalogação do acervo, principalmente fotográfico, pois contamos com, aproximadamente, 1.000 fotos do período em que os bondes circulavam pela cidade (1872-1970). A Memória Carris utiliza todas as redes sociais para estabelecer um diálogo com a população, por meio das quais as pessoas participam comentando e compartilhando suas vivências no transporte coletivo. Através das redes já recebemos algumas doação de fotos e comentários que contribuíram para a catalogação dos materiais expostos nessas mídias.
Com objetivo de ampliar nossas ações convidamos todos e todas a participar desta construção através de uma campanha de doação, na qual as pessoas poderão doar fotos, passagens e uniformes antigos, enfim objetos que fizeram parte desta história partilhada. Assim como, convidar a todos a participarem da Associação Cultural de Amigos da Memória Carris.
 Na foto acima Vereador Tarcísio Flecha Negra; Diretor Técnico da Cia Carris Eng. Hélio Mendes; Luiz Capra, Presidente da Associação Cultural Amigos da Memória Carris;Diretor-presidente da Cia Carris Sr. João Pancinha, - Secretário Municipal de Industria e Comércio; Secretário Walter Nagelstein; Diretor Adm-Financeiro da Cia. Carris Sr. Luis Fernando Albino.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

“Crônicas de uma cidade em movimento”







Venha participar de um “Bate-papo” com os escritores Luiz Coronel, Silvio Belbute, Carolina Albuquerque e o Secretário de Cultura do Município Sergius Gonzaga com a mediação de Daniely Votto, no Auditório do Memorial do Rio Grande do Sul, no dia 04 de novembro de 2010, às 18h. O evento estará na programação paralela da Feira do Livro de Porto Alegre. A proposta é conversar sobre a relação Carris – Porto Alegre – Porto-Alegrenses, compartilhando histórias do transporte coletivo na cidade e o que ele representa na vida das pessoas. O espaço estará aberto para a participação dos presentes e internautas que desejarem questionar ou, então, comunicar suas memórias. O evento lançará o projeto “Crônicas de uma cidade em movimento”, onde serão lançados marcadores de páginas estilizados. De um lado, fotos antigas e atuais dos bondes e ônibus pelas ruas e avenidas de Porto Alegre e, de outro, pequenos textos dos escritores mencionados a cima, abarcando as diferentes relações entre Carris e a capital gaúcha.

Considerando a presença da Memória Carris nas mídias e redes sociais, estaremos no térreo do Mercado Público de Porto Alegre com um computador, a partir de uma parceria com a Procempa, no período de 03 a 13 de novembro, das 12h às 19h. Na ocasião, a população poderá acessar do local as mídias e redes e escrever “como a Carris marcou sua vida”, divulgando suas relações com o transporte coletivo e a cidade. Os participantes ganharão um marca página do projeto “Crônicas de uma cidade em movimento”. Pretendemos divulgar a Memória Carris e estreitar relações com a comunidade a partir da Web 2.0.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Arquivo Carris - Acessibilidade documental


Meu nome é Iara, estudante de Arquivologia e integrante da equipe Memória Carris. No mês de novembro completo um ano de trabalho no setor, sob a coordenação da Historiadora Renata Andreoni. Mas antes de começar a trabalhar neste projeto de Memória, tive oportunidade de conhecer e estagiar no Arquivo Geral da Cia Carris Porto-Alegrense.  Apaixonei-me!  Apesar de seu espaço físico não dispor das condições adequadas para a preservação da documentação, é riquíssimo em conteúdo. Informações que nos remetem além do contexto organizacional, conseqüentemente me obrigando a ratificar o “constante discurso” da Renata: “a trajetória da Cia. Carris esta interligada com o desenvolvimento de Porto Alegre. Suas histórias são indissociáveis”. Explico porque: minha atividade de estágio foi um levantamento documental dos dossiês dos funcionários no período de 1940 a 1970. Foi nesse trabalho que constatei esta ligação. A urbanização em Porto Alegre foi se desenvolvendo com a transformação do transporte coletivo – desde a fundação da Carris, em 1872 – e esse, em contrapartida, absorveu tecnologia e mão de obra como consequência. Não tem como conhecer a história da Carris, sem referenciar a de Porto Alegre. No passado os bondes ligavam os arraiais ao centro da cidade, hoje as linhas Transversais encurtam os extremos da cidade. Minha maior recompensa será ver, num futuro próximo, toda a documentação do Arquivo Geral e Arquivos Setoriais devidamente classificados e organizados, prontos para que a comunidade também possa compartilhar de seus registros.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Porto Alegre e Carris: histórias partilhadas

Recebemos no mês passado, através de nossas redes sociais, a sugestão de trocarmos o nome da linha C1 para Duque, considerando a semelhança de trajetos com o antigo bonde Duque. Achamos a ideia muito interessante, pois destaca a presença dos bondes no imaginário urbano de Porto Alegre. O conto O “Duque”, de Maria Cristina Azeredo Maisonnave, publicado no livro “Carris: relatos da história e outras memórias”, em 2002, demonstra a relação da Carris com os porto-alegrenses.

O “Duque”

“O bonde “Duque”, geralmente uma “gaiola”, ligava a Rua Duque de Caxias ao antigo abrigo dos bondes, em frente ao mercado. Era uma linha curta, percorria a rua sem observar as paradas, o motorneiro parava na frente das casas quando via os moradores esperando.

Eu era menina, viajava no “Duque” com minhas tias. Ainda me lembro daquele jeito simples, tranqüilo, que se sentia no bonde, funcionários e passageiros se conheciam, conversavam, trocavam receitas de chás caseiros...

“Boa tarde, trouxe um pedaço do meu pão para o senhor.” “Obrigado!” “Bom dia, dona Ignácia, melhorou reumatismo?” “Sim, obrigada!” “Seu marido não apareceu ontem, dona Merica.” “É que ele está amolado.” “Bom dia, o senhor sabe se a dona Elvira já foi para o mercado?” “Já foi, ela vai lhe esperar lá.”

Tempos de vida calma, sem medos, não havia pressa, as pessoas cumprimentavam o motorneiro, que sabia onde cada uma iria descer.

Uma vez, uma senhora subiu com uma menina, na Praça do Alto da Bronze, quando chegaram no abrigo dos bondes, uma chuva forte caiu. A senhora se assustou, pois não poderia descer com a pequena (convalescendo do sarampo), mas precisava pegar dinheiro no banco. Prontamente o motorneiro disse que ela deixasse a menina no primeiro banco, que olharia e que fosse descansada, pegaria o bonde na outra volta. E foi o que ela fez. Lá se foi tranqüila, e a pequena, satisfeita, ficou passeando de bonde...

Assim era o bonde “Duque”, amigo, cordial, calmo, espelhando a vida da nossa Cidade naquela época”.

                                                                                          Maria Critina Azeredo Maisonnave

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A Carris nos dois lados do Atlântico

A nossa Companhia Carris tem uma co-irmã, no outro lado do Atlântico, a Carris de Lisboa, em Portugal. Ambas foram criadas em 1872, a Carris de Lisboa foi fundada em 18 de setembro, e a de Porto Alegre, em 19 de junho. Os primeiros carros elétricos começaram a circular na capital portuguesa em 1901, enquanto, por aqui, os bondes puxados por mulas começaram a ser substituídos em 1908. Na década de 1940 foi inaugurado o serviço de ônibus nas terras de “além mar”, na capital gaúcha esses veículos já funcionavam desde 1929. Embora existam pequenas diferenças na cronologia das duas empresas, as duas tiveram papel fundamental no desenvolvimento urbano, bem como grande importância para a mobilidade dos cidadãos porto-alegrenses e lisboetas, até os dias de hoje.


A história da nossa "co-irmã" é contada para a população, desde 2000, no Museu Carris, um espaço que demonstra a importância dessa memória centenária. Por meio de documentos e objetos expostos os visitantes podem realizar uma viagem no tempo, que continua sendo construída na cidade. A Carris de Lisboa, bem como a Cia. Carris Porto-Alegrense fazem parte de nosso passado e presente, são narrativas construídas no do dia a dia do cidadão.

Embora em Porto Alegre os bondes tenham deixado de circular em março de 1970, em Lisboa eles continuam em pleno funcionamento. Tanto os antigos, pequenos e construídos em madeira, como os modelos novos, modernos e sofisticados. Seja sobre os trilhos ou sobre o asfalto a história dessas companhias continua sendo escrita nos dois lados do oceano, através da participação de seus usuários e colaboradores. Narrativas que estão para além das páginas dos livros, fazem parte do cotidiano das cidades.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Redes Sociais

Há aproximadamente 01 mês, a Memória Carris ampliou seus projetos no mundo virtual, para compartilhar sua trajetória centenária com a comunidade em geral e seus colaboradores. Através das redes sociais (Orkut, Facebook, Twitter, You tube, Flickr), estamos divulgando as histórias e memórias dessa empresa, destacando-a como um patrimônio da cidade, a partir da sua relação com a Capital, assim como com o dia a dia dos porto-alegrenses. Nessas redes, você poderá encontrar imagens de bondes, ônibus, eventos e fotos da nossa cidade, bem como dos colaboradores, os protagonistas desses 138 anos da Cia. Acessem e acompanhem os vídeos feitos pela Memória Carris que são veiculados nos ônibus, pelo “Canal Você”. Ainda poderão ficar por dentro das curiosidades da empresa desde a época dos bondes à tração animal, através de micro-postagens. Além de oportunizar a troca de informações e materiais com aqueles, que como nós, admira, respeita e faz parte da história da Carris. Desde que passamos a utilizar essas redes sociais, ou seja, a navegar nossas memórias pela internet, a receptividade e a interação com o público, têm sido muito positivas. O acesso e a colaboração de todos é fundamental para o desenvolvimento de nossos projetos. E se você não acessou os perfis da Memória Carris nessas redes, entre nos links ao lado, e você poderá usufruir também dessa jornada de valorização do nosso patrimônio. Ajude a construir uma história da qual você faz parte!!!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

NOVO OLHAR SOBRE O COTIDIANO


Meu nome é Marcos Moreira, estudante de Letras e faço parte da equipe da Memória Carris. Em quase dois meses de trabalho junto com minhas colegas Renata Andreoni e Iara Gomide aprendi e absorvi muita informação, e mudei a percepção que tinha da empresa. Sabem por quê? Porque percebi que quando vemos algum ônibus da Cia. Carris Porto-Alegrense passar, não nos damos conta das incríveis histórias que estão por trás daquele coletivo que desfila gracioso nas avenidas da cidade. Porque essa história está além de transportar pessoas. Está acima de tudo de contribuir para o crescimento e fortalecimento, social e econômico, da amada capital dos gaúchos. Mas por trás de toda a importância que a empresa tem para cidade, tem o valor sentimental dessa companhia que fez ou faz parte, da vida de cada um ou cada uma, que mora em Porto Alegre, ou que tem vinculo com a Capital. A Carris cresceu junto com Porto Alegre, e com a maioria das pessoas. A Carris nos acompanhou. Acompanhou nossa primeira ida à escola, nosso primeiro dia no trabalho, nos cuidou quando precisávamos ir ao médico, ou nos levou para termos um momento de lazer tomando chimarrão em algum parque da cidade. Que bela relação de confiança e amizade!!! Por isso, sempre teremos inúmera historias vinculadas a esta empresa centenária chamada Carris, porque a população porto-alegrense sempre foi e sempre será a protagonista dessas histórias.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Carris na Transposul


Nos últimos três dias estivemos participando da 12ª Transposul, na FIERGS, com o Museu Itinerante Memória Carris. Ontem a feira estava bastante movimentada, estivemos muitas visitas, pessoas que já trabalharam na Carris em algum momento de suas vidas e familiares de antigos e atuais colaboradores. Algumas pessoas ficaram de entrar em contato para fornecer material para o nosso acervo, bem como depoimentos. Muito interessante essa troca de vivências!

Infelizmente, esta participação do Museu na feira, foi uma exceção para um evento fechado. Conforme os motivos apresentados na postagem anterior, nosso museu está com suas atividades suspensas. No entanto, estamos trabalhando para melhorar nossa relação de memória com a cidade. Lembrem que contamos com o apoio de todos e todas. Essas histórias foram construídas por muitos, portanto, é fundamental que o espaço que irá divulgar e salvaguardar esta longa trajetória tenha a participação da população porto-alegrense.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

MEMÓRIA CARRIS: UMA NOVA ETAPA

Depois de alguns meses sem blogadas, voltamos de cara nova.
A Memória Carris está iniciando uma nova fase.



A companhia Carris Porto Alegrense é um patrimônio urbano. Sua trajetória está diretamente relacionada com a história da nossa capital, assim como com a vida dos porto-alegrenses. Ou seja, essa história centenária faz parte das memórias coletivas e individuais da nossa cidade. É por essa representatividade que, atualmente, estamos desenvolvendo um projeto para que as memórias dessa empresa sejam preservadas, bem como divulgadas.



Desde 1989, a história da Carris é salvaguardada em um ônibus, um modelo monobloco de 1984 – Museu Itinerante Memória Carris. O veículo que abriga esse espaço de memória é o ônibus mais antigo que permanece na Cia. Sua estrutura é a monumentalização de um período da história dessa empresa, bem como de Porto Alegre. Percebemos esse veículo como uma peça museológica. Por esse motivo necessita de cuidados específicos, sendo assim, interrompemos suas atividades.



Para preservar e difundir as histórias dessa empresa estamos organizando seu acervo. Concomitantemente, pretendemos desenvolver projetos que valorizem a memória dos atores sociais que fazem parte desta trajetória centenária. Pretendemos que esse seja o início de um trabalho que dará origem a um espaço de memória, com condições adequadas para abrigar o Memorial da empresa de transporte coletivo mais antiga do Brasil, em atividade.



Seguiremos escrevendo para compartilhar as etapas desse processo. Aproveitamos para lançar um convite a todos: venham construir uma história da qual você faz parte. Participem deste espaço!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Prêmio COMPAC 2009



Nosso Museu está de Parabéns! Apesar de enfrentarmos uma série de dificuldades referentes às questões estruturais, principalmente nos períodos chuvosos, o Memória foi homenageado. O Museu Itinerante Memória Carris recebeu o Prêmio COMPAHC 2009 – Mérito ao Patrimônio, solenidade que ocorreu na última quarta-feira, no Paço Municipal. Ao lado de 24 homenageados, entre personalidades, empresas e instituições nosso Museu esteve presente.

Há 21 anos um ônibus monobloco da Mercedes Benz, de 1984, abriga a memória da empresa mais antiga de transporte coletivo no Brasil, em funcionamento – a Companhia Carris Porto-Alegrense. Como já foi abordado em postagens anteriores, a Carris está diretamente relacionada ao desenvolvimento urbano da nossa Capital. A chegada dos primeiros bondes (1873) – a tração animal – e, posteriormente, com o advento da eletricidade – os Elétricos (1908) – fizeram com que Porto Alegre fosse perdendo suas antigas características rurais. Acrescentamos a esta trajetória os ônibus, que, ao contrário dos bondes, continuam pelas ruas garantindo a mobilidade urbana aos porto-alegrenses. A Carris e a cidade de Porto Alegre são memórias indissociáveis, pois suas histórias são “trilhadas” por caminhos simbiônticos. Quando se fala em Carris, inevitavelmente, fala-se em Porto Alegre.

O trabalho desenvolvido pelo Museu abarcou equipes distintas que possibilitaram este ano, após atingir sua “maior idade”, esta belíssima homenagem. Tenho certeza que este reconhecimento se faz presente pelo trabalho dessas diferentes personagens que transitaram pelos trilhos da história do transporte. Aproveito-me da atual condição de monitora do Memória e de administradora deste blog, para parabenizar com maior veemência o colaborador Eloy. Nosso querido Chefia, que há muito tempo faz parte desta história. Ao levar o Memória aos diversos cantos da cidade, ele vai “guiando” a educação e a cultura para pessoas que, na maioria das vezes, estão muito distantes dessas premissas que deveriam ser a base para a nossa sociedade.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Boas vindas!

As visitas do Memória, às escolas da cidade, estão recheadas de novidades. Nosso museu está contando com a participação de uma “turma da pesada”. Marcos (UFRGS), Ben Hur (IPA) e André (IPA) que estão realizando o estágio curricular aqui na Carris. As próximas escolas, que receberem a visita do Museu, poderão usufruir das “ histórias e memórias” que esta galera irá acrescentar ao projeto.

Gostaria de expressar que estou muito feliz em poder dividir esta experiência com colegas que estão trilhando a sua formação, assim como eu. Posso assegurar que o dia-a-dia com o Museu Itinerante Memória Carris é, no mínimo, uma vivência enriquecedora, em todos os aspectos. Durante o trabalho, a cada atividade exercida, acrescento elementos que vão contribuindo para o meu amadurecimento profissional e pessoal. A convivência com crianças e adolescentes nas escolas revela-se uma “caixinha de surpresas” a cada visita. É incrível como estamos fadados a eternos aprendizes. A princípio, chego às escolas, na qualidade de monitora, para levar informação, no entanto, esta prática torna-se recíproca. A cada encontro novas experiências, “um novo retalho a ser tecido na gigante colcha da vida” . Quanto ao trabalho de pesquisa, devo confessar que 137 anos de empresa exige que, às vezes, nos transformemos em “ratinhos”, ou seja, entrar num arquivo e esquecer que há vida fora daquelas paredes (risos). O que dizer sobre este blog e o Volante (jornal interno da Carris, no qual escrevo uma coluna mensal)? Cada texto uma barreira vencida, acho que é mais ou menos assim que percebo este grande desafio. Sem falar nos colegas da Carris que convivo semanalmente, suas particularidades compõem uma pluralidade extremamente interessante de se partilhar.

A participação do André, do Ben Hur e do Marcos, com certeza, será mais um momento que possibilitará uma belíssima troca de experiências. Além da participação nas escolas, este espaço estará aberto para que eles possam postar seus textos, dividindo com a gente suas “histórias e memórias”.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

11° Transposul






Na semana passada estivemos, durante três dias, no centro de eventos da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), participando da 11° Feira de Transporte e Logística do Sul (Transposul). Esta foi a segunda edição que o Memória participou, destacando-se entre estandes equipados com os mais diferentes aparatos tecnológicos de segurança, logística, entre outros.

A abertura da feira contou com a presença do prefeito José Fogaça e, ao longo do evento, teve a visita de muitos empresários, jornalistas, profissionais ligados ao transporte e, como não poderia deixar de ser, dos busólogos. No último dia da Transposul, Sexta-feira, os visitantes do Memória foram recepcionados pela Dona Claudete, que recebeu todos com muito carinho e atenção.

Neste ano o Museu Itinerante Memória Carris teve a companhia de um ônibus de 1965 da Sogil (foto que ilustra essa postagem), o mesmo que, em maio do presente ano, realizou o trajeto de Gravataí a Porto Alegre em comemoração aos 55 anos da empresa. Embora este evento se diferencie da agenda habitual do Memória, tal oportunidade proporcionou uma vivência entre o que já simbolizou a modernidade com que representa o moderno atualmente. Por meio dessas trocas podemos identificar a fugacidade na qual vivemos e aproximar a História do nosso cotidiano. Já comentei em postagens anteriores sobre a corrida contra o tempo que estabelecemos diariamente, novas tecnologias surgem a todo instante, e a 11° Transposul apresentou aos seus participantes e visitantes, o que há de mais moderno na área de transporte e logística. A participação do Museu, bem como do ônibus da Sogil possibilitou o diálogo entre diferentes períodos da história.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Uma longa trajetória - Carris 137 anos

Parabéns! Dia 19/06 a Carris completou 137 anos de existência, sendo a empresa mais antiga de transporte coletivo em funcionamento no Brasil. Na comemoração dos seus cento e trinta e seis anos escrevemos aqui um pouco da formação e dos seus primeiros anos de atividade como símbolo representativo de progresso na nossa capital. Neste aniversário homenagearemos os antigos e atuais funcionários, ou seja, aqueles que a partir do seu trabalho propiciam o sucesso de tantos anos dessa empresa a serviço dos porto-alegrenses. Nas postagens do “Antigas e Novas Histórias” os “blogueiros” podem observar que a trajetória da Carris não possui um percurso linear, como não poderia deixar de ser, ao longo de um período tão extenso, o mundo passou por grandes transformações.
A Carris leva aos quatro cantos da cidade, – centro e periferias – semanalmente, um pouco da sua história através do Museu Itinerante Memória Carris. A visita começa quando partimos em uma viagem no tempo – iniciada na segunda metade do século XIX – onde conhecemos uma Carris completamente diferente do que estamos acostumados a ver diariamente pelas ruas. A partir das suas transformações podemos acompanhar o crescimento e modernização de Porto Alegre percebendo a sua importância para a capital gaúcha. Neste cenário devemos destacar os atores (motorneiro e condutor – motorista e cobrador), bem como toda a equipe de produção (manutenção, lavagem, segurança, administrativo) que garantem a beleza e o sucesso do espetáculo. Dos bondes à tração animal aos modernos ônibus atuais, passando pelos saudosos elétricos e o curto período dos trolleybus a trajetória dessa empresa foi sendo traçada por um grupo de funcionários – colaboradores – que está de Parabéns. Esta é uma homenagem a todos que participaram e que ainda participam da história dessa empresa que carrega memórias de muitos porto-alegrenses.

sábado, 13 de junho de 2009


Nessa Segunda-feira visitamos o CENEAMM 1° de Maio, no Bairro Glória, onde começamos a ser surpreendidos positivamente logo na chegada. Inicialmente o Memória ficaria em frente ao posto de saúde, utilizando a energia elétrica da sede para a iluminação do museu e para o funcionamento do “bondinho”, pois a rua do CENEAMM é muito estreita, inviabilizando nossa parada em sua frente. A foto dessa postagem ilustra a miniatura que fica atrás do acrílico, quando o bonde começa a andar sobre os trilhos paralisa o olhar das crianças, principalmente, dos pequenos, eles adoram esse momento da visita. No entanto, o posto se encontra num declive, e para garantir o funcionamento da grande atração da criançada (o bondinho) o ônibus monobloco que hospeda o museu precisa estar em terreno plano. Puxa! O que fazer agora? Pois os nossos visitantes do dia eram, justamente, os pequeninos, com exceção das turmas do SASE (Serviço de Apoio Sócio Educativo). Assim que expomos essa dificuldade, imediatamente, um morador da comunidade ofereceu a energia da sua casa. Pronto! Problema solucionado. O Chefia (motorista do Memória) estacionou o museu em frente a moradia do solícito rapaz e, em seguida, realizou as instalações necessárias. Tudo certo!Começamos a receber as primeiras turmas.

A cada saída do Memória, sejam visitas a escolas ou eventos na cidade, aprendemos coisas novas, é incrível a troca de conhecimento e experiências que o Museu Itinerante Memória Carris proporciona. Nessa Segunda-feira não foi diferente. Mesmo que a história a ser apresentada durante a monitoria da visita seja sempre a mesma, a forma que ela é conduzida se altera de acordo com a turma. Essa variante está associada a diversos fatores, como a faixa etária, o número de visitantes e, principalmente, o posicionamento dos professores, bem como da escola de contextualizar a visita, fazendo com que esse momento lúdico proporcionado pelo Memória seja uma extensão da atividade em sala de aula.

Recebemos as turmas pela manhã e pela tarde, todos muito curiosos para ver o que havia dentro daquele ônibus antigo parado ali perto. Ao final, depois da última visita, fui agraciada com duas surpresas, um cartaz com desenhos do museu, da turma do Jardim A e um teatro dos alunos do SASE da tarde. O espetáculo transmite várias mensagens e o mais interessante é que a professora montou o texto a partir de relatos dos alunos, de suas vivências nas escolas no turno inverso. Todos participam, cada um tem um papel fundamental na peça demonstrando a importância do respeito com o outro. Através dessa postagem quero parabenizar o trabalho do CENEAMM 1° de Maio e a iniciativa de levar o teatro para a sala de aula, tornando o aprendizado mais prazeroso, bem como agradecer por mais uma oportunidade de trocar experiências.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Histórias e Memórias


Dia 18 de maio comemoramos o Dia Internacional dos Museus, instituído pelo Conselho Internacional dos Museus - ICOM, em 1977, para estreitar laços entre os museus e às comunidades as quais pertencem. O ICOM, criado em 1946, tem o objetivo de promover os interesses da Museologia e de outras disciplinas relacionadas com a gestão e as atividades dos museus.

As instituições museológicas possuem um papel fundamental para a sociedade proporcionando um encontro do indivíduo com diferentes momentos, sejam eles separados por um grande espaço temporal, ou não. Os museus são locais de salvaguarda da memória e possibilita que preservemos nossas histórias, fortalecendo e revitalizando a identidade cultural da nação. Tal identificação possibilita que desmistifiquemos esses espaços como locais de velharias, reconhecendo-nos como sujeitos ativos e, não apenas, como meros expectadores.

A partir dessa perspectiva que o Museu Itinerante Memória Carris sai às ruas de Porto Alegre visitando escolas e espaços públicos da cidade. Levamos dentro do nosso museu – um ônibus monobloco de 1984 – uma série de histórias e memórias materiais e imateriais. Através desse pequeno espaço as pessoas podem conhecer a história do transporte coletivo e o seu fundamental papel nos processos de modernização, metropolização e verticalização da capital rio-grandense.

Quando a história da Carris vai às ruas percebo a manifestação de diferentes sentimentos, mexendo com as sensibilidades dos porto-alegrenses, tanto com os pequenos – que enxergam um mundo muito distante do seu – como para os mais experientes que rememoram tempos vividos. Na semana passada, o Memória esteve dois dias em frente ao Memorial do Rio Grande do Sul, compondo a Mostra dos Museus, na qual tive a oportunidade de ouvir as mais variadas histórias. No ambiente urbano de Porto Alegre, em pleno centro da cidade, onde turistas desfrutam do cenário cultural, enquanto outros correm contra o tempo em meio há uma série de atividades – que na maioria dos casos, possivelmente, necessitariam 34 horas, ao invés de 24 para satisfazerem suas demandas diárias – o nosso museu acolhia, por alguns minutos, esses passantes. Alguns narravam histórias vividas no período dos bondes, outros entravam e saíam exclamando terem saudado a sua infância, alguns ficavam espantados de como tudo era diferente e, outros ainda, saíam depois de olhar atentamente sem pronunciar nenhuma palavra, porém, apenas com um olhar manifestavam as suas sensações.

Posso confessar a todos que acompanham o blog que vivo momentos mágicos ao presenciar sentimentos tão distintos a partir da hora que as pessoas – das mais diferentes faixas etárias, “estilos” e classe social – embarcam nessa viagem no tempo ao adentrar no Monobloco da Carris. De alguma maneira percebo a conscientização do transporte coletivo como um patrimônio público de fundamental importância para a sociedade, e que, portanto, necessita diariamente do nosso cuidado.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Memória volta às ruas de Porto Alegre


Após passar por reformas, de cara nova, o Museu Itinerante Carris abre sua agenda para visitações nas Escolas da rede pública e privada de Porto Alegre, assim como para eventos. O agendamento pode ser feito pelo endereço eletrônico renata_souza@carris.com.br ou memória@carris.com.br ou, então, pelo telefone no número 32892122.

No mundo de hoje corremos numa disputa acirrada com o tempo. Muitas são as vezes que o atual confunde-se com o passado numa ação de se presentificar o futuro. A preservação de memórias coletivas, sob esse contexto, faz-se fundamental para que possamos manter algum elo com o passado. A Carris, como uma empresa de mais de cem anos, dedica-se na preservação dessas memórias tão significativas em todo o processo de modernização da nossa cidade. O Museu Itinerante volta às ruas da capital levando antigas histórias aos porto-alegrenses, assim como criando outras a partir da sua convivência com o público.

Agende sua visita para que possamos além de dividir, construir novas memórias.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Balanço do Memória em 2008



Dois mil e oito foi um ano diferente para o museu da Carris. As atividades que participamos foram diversas das tradicionais. Encerramos o segundo semestre contabilizando 18.649 visitantes em diversas regiões de Porto Alegre. Este também foi o ano que o Memória fez 20 anos, em março, com o decreto 9.125.
As escolas estaduais foram as mais visitadas. Contabilizaram 58% das visitas, seguidas das instituições particulares, com 24%. As novidades foram os Serviços de Atendimento Sócio Educativo (Sase), que em 2008 representaram 17%. Aumentou também o número de instituições infantis, uma inovação de certo modo, pois este não é nosso público tradicional.
Quanto às zonas de Porto Alegre, vamos mapear os lugares por onde andamos. Ano passado, as zonas central e norte representaram juntas cerca de 68% (centro 35%, norte 33%). A Zona Sul representou 28% das atividades. Foram 85 em 2008 em diversos pontos da Capital gaúcha, inclusive com uma visita à Ilha da Pintada, que não entra nas divisões regionais de Porto Alegre.
Foram vários os eventos que o Memória visitou. Além dos já tradicionais, a novidade foi o Caminho do Livro, na Rua Riachuelo, inaugurado em agosto. Ano passado fui pela primeira vez do Fórum Estadual dos Museus, onde tivemos a oportunidade de expor para profissionais nossas experiências. Nós, do Memória, participamos do mini curso Museu como Espaço Educador, ministrado pela professora Margarita Kramer, do Instituto de Artes da UFRGS.
Outro evento diferente foi a Feira de Transporte e Logística do Sul (Transposul), na Fiergs em julho. Diverso dos eventos usuais que o Memória participa, lá estavam muitos empresários e profissionais do setor de transporte no Rio Grande do Sul. O Memória foi muito apreciado no evento, recebendo muitas pessoas.
Em 2008 visitamos o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), escola técnica que existe em todo país. É a primeira vez que o museu visita um colégio profissionalizante, proporcionando uma experiência diferenciada para eles e nós. Lá tivemos contato com matérias e disciplinas diferentes das tradicionais.
Acima, gráfico das escolas visitadas.