quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Veículos inspirativos...




<><> Os saudosos bondes inspiraram dezenas de escritores brasileiros. Os veículos não eram simples meios de transporte, eram parte do cotidiano, imagens de uma época em que as grandes metrópoles ainda não respiravam as agitações de hoje. Dyonélio Machado, Moacyr Scliar e Mario Quintana são exemplos desses que fizeram dos bondes fonte de inspiração.
<><> Mário Quintana, famoso amante e admirador de Porto Alegre, tinha em seu quarto no hotel Majestic uma réplica de bonde – o veículo permanece lá até hoje -, representação de sua paixão pelos carris de ferro.
<><> Os famosos escritores protagonistas da Semana de Arte Moderna em 1922 também se utilizaram do bonde para seus versos. O autor de Macunaína e de Paulicéia Desvairada, Mário de Andrade, por exemplo, escreveu sobre o veículo:


<><>''O bonde abre viagem,

<><>No banco ninguém,

<><>Estou só, estou sem.




<><>Depois sobe um homem,

<><>No banco sentou,

<><>Companheiro vou.




<><>O bonde está cheio,

<><>De novo porém

<><>Não sou mais ninguém.''



<><> Carlos Drummond de Andrade, poeta brasileiro, escritor de A Rosa do Povo, citou o bonde em seus versos:


<><>(... ) Perdi o bonde e a esperança.

<><>Volto pálido para casa.

<><>A rua é inútil e nenhum auto

<><>passaria sobre meu corpo (...)


<><> Na foto acima o quarto de Mario Quintana, aparecendo ao fundo sua réplica de bonde.

2 comentários:

Vanessa disse...

desculpa, mas a réplica do bonde não dá pra ver muito bem...poderia sinalizar na foto... obrigada!

Débora Vogt disse...

Vanessa,

Troquei a fotinho, espero que agora possas ver.
Grande abraço,
Débora Vogt