segunda-feira, 24 de março de 2008

Para onde foram os bondes?


<><>Uma das perguntas mais freqüentes no trabalho com a história dos antigos bondes é onde eles foram parar. Após o dia 8 de março de 1970, o que se fizeram com os veículos? O fim dos bondes trouxe, para os que tanto os amavam, um misto de saudosismo e tristeza pelo fim de uma era. Porto Alegre convivera mais de 100 anos com os elétricos e sua substituição por ônibus marcava, para os contemporâneos, o fim de uma época nostálgica e familiar nas ruas da Capital.
<><>Alguns bondes foram vendidos como ferro-velho devido ao estado em que se encontravam. Muitos bondes foram doados a instituições públicas, principalmente escolas, onde eram utilizados para diferentes funções. Em alguns bairros na zona sul da capital, por exemplo, já ouvi relatos de turmas que tinham aulas dentro dos veículos. No entanto, o mais comum era os bondes servirem como refeitório aos alunos. No Colégio Anchieta ainda hoje existe o veículo, servindo como escritório para o transporte escolar. Pelos relatos que já recebi, as instituições de ensino foram as que mais receberam bondes para serem utilizados em diferentes atividades, ou simplesmente para ficarem no pátio da escola, para “a festa” na hora do recreio.
<><>Atualmente sabemos da existência de poucos bondes. Na polícia de trânsito (DPTRAN) existem dois bondes, modelos Osgood Bradley, que servem como arquivo e atendimento de ocorrências. O segundo, inclusive, foi recentemente reformado. Hoje ele atende as ocorrências criminais e tem internamente uma estrutura adaptada para isso. Há um bonde no Museu Joaquim Felizardo, modelo Brill-113- contudo, esse não tem função definida no local. Na Cia. Carris temos um “modelo irmão” do que o museu possui, numerado 123, onde funciona o Sacc (Sistema de Atendimento ao Cliente Carris). No Pampa Safári, em Gravataí, há quatro elétricos que ficam em exposição no parque. Foram eles os vistoriados pela equipe responsável pela execução de uma linha turística na capital.
<><>Alguns amantes dos antigos veículos os compraram em leilões e os têm em suas residências. Outros adquiriram bancos ou objetos que fizeram parte do funcionamento dos bondes. Coloquei acima um cartaz referente ao leilão de bondes em São Paulo. No entanto, o que me inspirou escrever sobre isso foi o artigo do jornalista e publicitário J. A. Moraes de Oliveira no site Coletiva.net, disponível em http://www.coletiva.net/artigosDetalhe.php?idArtigo=1404.

3 comentários:

BuBe disse...

Algumas informações contidas neste site estão incorretas, por Exemplo: os 2 carros que estão no DPTRAN não são "Osgood Bradley" possuem carrocereia "wood stock" não Osgood Bradley. Referente ao carro 113 J.C Brill que está no moseum de Porto Alegre cito rua Jão Alfredo,que no dia 8 março de 1970 foi o ultimo bonde a circular foi completo para o Museum hoje está completamente depenado !!!! e os 3 bondes que estao no parque em Gravatai seriam dois J.C.Brill e um Texano que possui ainda dois "throols" e num sitio em viamão existe um Brill em funcionamento !!!!! isso foi a a maior besteira pois os bondes eram economicos e não poluentes e as trocas de peças eram raras, e em muitos lugares os bondes ainda circulam exemplo: os EUA eu sou sobrinnho de um moteneiro e creio que sei dirigir-lo pois era ensinado por ele . agradeceria se noticias videos fotos ou reportagens que me fizessem viver aqueles anos dorados fossem em enviados a min
DESDE JÁ GRATO PELA ATENÇÃO DISPONIBILIZADA A MINHA PESSOA!!!!
LUIZ H SOUZA 52 ANOS !!!POA,RS

José Franco disse...

Prezado Luiz H. Souza,

Prazer encontrar mais um "bondófilo"

raul.rosario@hotmail.com disse...

Que eu lembre, o último bonde a circular em PoA foi o 120, apelidado de Marta Rocha, e foi também o primeiro bonde com portas. Linha Menino Deus.
Fico tbém com duvidas se foi em 8 de março de 1970 pois tenho a lembrança de que, mesmo depois da copa, ainda andei de bonde.