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segunda-feira, 4 de abril de 2011

“Eu não nasci na Carris, mas eu me criei na Carris" (cont. dos textos da exposição Trajetórias Femininas)


Marília Denísia Medeiros Proença ingressou na Cia. Carris Porto-Alegrense em 1984, ocupando uma vaga de estágio na Unidade de Compras, enquanto estudava no Colégio Protásio Alves. Ao final desse período, foi admitida como Agente Administrativo, permanecendo no Setor de Compras, onde esteve durante 17 anos. Ao longo de duas décadas e meia, Denísia também trabalhou na Unidade de Administração de Pessoal (UAP) e no Sistema Interno de Melhorias da Carris (SIMC).  Há 05 anos desenvolve suas atividades atendendo aos colegas na parte de uniformes do Almoxarifado. A colaboradora recorda que passou momentos difíceis logo que começou a exercer essa função, mas, atualmente, considera o Almoxarifado “a menina de seus olhos”, local onde pretende ficar até finalizar sua trajetória na Cia. Muitas vivências e histórias compartilhadas marcam seus 26 anos de atividades na empresa, pontuadas por trocas de ideias, divergências e laços de amizades que enriquecem sua vida.  Entre tantos episódios a serem destacados, Denísia recorda com maior carinho e atenção a realização de duas gincanas em 1997 e 1998, na qual participou do grupo “Equibus”, vencedor das duas edições. O acontecimento das gincanas estava condicionado a inscrição de no mínimo 04 equipes que deveriam contemplar membros das três grandes áreas da Cia. (Manutenção, Operação e Administrativo) propiciando maior integração entre os colaboradores. As tarefas das gincanas geravam um grande envolvimento dos colegas, bem como de suas famílias que se engajavam nas brincadeiras. Momentos como esses demonstraram que a Carris não funciona apenas como uma empresa, mas também como uma grande família. 

quarta-feira, 30 de março de 2011

“Um dia me disseram que eu era motorista e eu acreditei, agora estou aqui” (texto da exposição trajetórias femininas)



Com esta frase, Doralina de Ávila costuma brincar, com os colegas, contado sobre o inicio de sua trajetória como motorista. Ingressou na Carris em 1989, na função de cobradora da linha T1 e, aproximadamente quatro anos depois, se inscreveu na Escola de Motoristas, oferecida aos colaboradores da Cia. Após de 02 meses aprendendo seu novo ofício concluiu seu curso no dia 02 de agosto de 1993 mas, atendendo a solicitações, continuou exercendo suas atividades como cobradora, sem previsão de quando assumiria o volante. Para sua surpresa, pouco tempo depois, no dia 26 de Agosto, foi chamada a iniciar sua nova função. No principio enfrentou preconceitos e desconfianças, pois nessa época era incomum encontrar mulheres dirigindo ônibus. Doralina relembra a diferença da frota que, antigamente, não dispunha de modelos automáticos e apresentava maiores problemas mecânicos. Depois de quase dezoito anos dirigindo os veículos da Carris, enfatiza a importância dos cobradores, destacando a realização do trabalho em equipe, principalmente nos trajetos onde grande número passageiros são transportados.  Após uma trajetória de duas décadas, passando por todas as linhas da Cia., com exceção da T10, atualmente Doralina é motorista da linha T7, local onde conquistou muitas amizades levando pessoas de um ponto ao outro da cidade

sexta-feira, 18 de março de 2011

“Fico emocionada em pensar o significado que a Carris tem na minha vida” (Parte da exposição Trajetórias Femininas)


Cíntia Raquel dos Santos, lavadora de ônibus, realizou concurso público e entrou na Carris em 1997, aos 27 anos. Antes mesmo de ingressar na Cia. já convivia com seus futuros colegas, pois trabalhava em um bar no final das linhas T2 e T5. Incentivada a prestar o concurso pelos motoristas e cobradores que lanchavam no local onde trabalhava, Cíntia terminou por ingressar na Carris no dia 15 de dezembro de 1997, há 14 anos. Atualmente trabalha durante o dia, mas por 12 anos realizou suas atividades no período noturno. A colaboradora destaca que a dinâmica da noite é mais intensa, sendo necessário cumprir uma tabela com um número determinado de ônibus a serem lavados, diferente do dia, onde os veículos são limpos conforme a necessidade apresentada. Cíntia recorda que logo no início pensou em desistir, pois não acreditava conseguir vencer a árdua jornada de trabalho, mas novamente contou com o apoio e incentivo dos colegas para permanecer. Hoje, orgulhosa da atividade que desenvolve, relembra dos momentos que passou na Carris, do quanto aprendeu para o seu desenvolvimento profissional e pessoal, lições que compartilha com seus 02 filhos, que lhe acompanham nas festas e passeios da Cia. Depois de ingressar na empresa concluiu o magistério, fez curso de vigilância, tirou sua carteira de habilitação categoria “D” e, recentemente, realizou concurso para motorista. Agora, resta-nos aguardar e conferir como Cíntia vai continuar construindo esta história

quinta-feira, 17 de março de 2011

Trajetórias Femininas: Mulheres na Carris (texto da exposição Trajetórias Femininas)


Na época de fundação da Cia. Carris, no final do século XIX, Porto Alegre estava se urbanizando, passando por grandes transformações em sua fisionomia. Ao longo do século XX as mudanças continuaram, inclusive nos hábitos e costumes da população. Uma das grandes transformações deste período foi o papel da Mulher na sociedade porto-alegrense. Contar essa história é relatar  trajetórias repletas de lutas e conquistas por seus direitos que continuam até hoje. A Carris participou ativamente deste processo de emancipação, abrindo suas portas e contratando colaboradoras para as mais diferentes funções em seus quadros. A partir da década de 1940 a empresa já contava com mulheres em atividades administrativas. A primeira motorista da Carris e de Porto Alegre, Teresinha Izabel, realizou sua viagem inaugural em 1974. Com uma trajetória centenária, a Cia. conta, atualmente, com a colaboração de 390 mulheres, distribuídas entre os setores de Operação, Manutenção e Administrativo. Na união entre delicadeza e garra, as mulheres estão cotidianamente construindo a história da empresa de transporte público mais antiga do país em funcionamento.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Semana da Mulher na Carris


    Lançamos ontem, na semana que na Carris comemoramos a semana da mulher, a exposição Trajetórias Femininas. O objetivo norteador da amostra é homenagear as colaboradoras da nossa Companhia, que a cada dia contribuem para que a Carris leve, aos seus usuários, um serviço de qualidade. O critério de escolha foi as quatro mais antigas de cada uma das áreas: manutenção, administrativo e operação.  No entanto, no intuito de valorizar outras trajetórias igualmente importantes, mas não contempladas pela amostra, o treinamóvel estará na quarta e quinta feira em frente à tenda da mulher, colhendo depoimentos das colaboradoras que desejarem socializar e divulgar suas experiências e vivências. Desejamos oferecer, nesse momento de comemorações, nosso carinho e homenagem às que a cada dia, com sua garra e coragem, vencem os diferentes desafios e conduzem a vida com singeleza e força. Parabéns!
  Nas próximas postagens colocaremos aqui um pouco das histórias e trajetórias dessas quatro mulheres, que representam todas as colaboradoras que trabalharam e trabalham na construção da história dessa empresa centenária. Na foto acima algumas das mulheres que prestigiaram o evento ontem (que controu com  brindes e coquetel, produzidos pela ASSCOM), no centro, a primeira dama Regina Becker e o presidente da companhia João Pancinha.