segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

FIM DE ANO NA CARRIS...

      Além da I Feira do Livro da Carris, da qual falamos em nossa última postagem, muitas coisas aconteceram na empresa no mês de dezembro. Como sabemos, o último mês do ano é um momento de comemorações mas também de reflexões e  tomada de decisão para o próximo ano. Aqui na Carris, ocorreram eventos festivos, assim como eventos em que propostas para o ano de 2014 foram apresentadas. Comentaremos em nossa primeira postagem do novo ano um pouco destes diferentes momentos ocorridos na empresa.
        No dia 21 de dezembro aconteceu a Festa de Natal para os filhos dos colaboradores da Cia. Além da presença da Mamãe e do Papai Noel,  a festa também teve muitas brincadeiras, passeio no ônibus de Natal, lanches (sorvete e cachorro-quente) e distribuição de presentes. Foi uma tarde muito alegre como podemos conferir na imagem a seguir:




        Outra atividade que ocorreu na Carris neste fim de ano, foi a entrega de brinquedos nas creches que recebem apoio da empresa. A Unidade de Atendimento Psicossocial  da Carris, convidou os colaboradores a doarem um brinquedo para uma  das crianças das creches atendidas. No dia 24 o Papai e a Mamãe Noel foram entregar os presentes em um clima de muita alegria e emoção. A seguir, postamos uma foto da visita do casal Noel às crianças: 


    Por fim, no dia 27 ocorreu o relançamento do Programa "DNA Carris". O objetivo deste programa é valorizar as boas práticas dos colaboradores da empresa e reconhecer a qualidade dos serviços prestados. A cada três meses, os profissionais com melhor avaliação receberão reconhecimento público com a entrega do "pin" DNA Carris e de um certificado. Também ocorrerá a divulgação no "Painel DNA Carris" e nos canais de comunicação internos e externos da Cia. Os melhores avaliados durante o ano receberão como prêmio uma viagem com acompanhante. O programa iniciou contemplando o pessoal da Operação (motoristas e cobradores), mas o objetivo é, com o tempo, englobar a empresa toda.



        

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

I Feira do Livro da Carris

      A última semana foi muito especial para nós da Unidade de Documentação e Memória Carris. Entre os dias 18 e 20 de dezembro realizamos a I Feira do Livro da Carris. Este foi o primeiro evento do tipo na empresa, esperamos entretanto, que várias outras "Feiras do Livro" aconteçam aqui na Carris. De acordo com a avaliação de nossa Unidade, esta foi uma iniciativa de sucesso. Além da venda de livros ocorreram atividades culturais bem interessantes que contaram com a participação de vários de nossos colegas. O objetivo da Feira foi incentivar a leitura entre os colaboradores da Carris e reunir os diferentes setores da empresa em meio a valores positivos como a leitura e a cultura. Nossa Feira foi oficialmente aberta na quarta-feira dia 18, às 14h, através de uma cerimônia de abertura que contou com o Diretor do Administrativo e Financeiro da Carris, Vidal Pedro Dias Abreu. Em seu discurso, o Diretor Vidal falou sobre a iniciativa de uma Feira do Livro da Carris e sobre a importância da leitura. 


  
  Durante a tarde desta mesma quarta-feira, realizamos as nossas primeiras atividades culturais, neste momento voltadas para o público infantil. Compareceram aqui na Carris os alunos da creche "Três Corações", que recebe apoio da empresa. Estes alunos assistiram a uma contação de história realizada pelo escritor infantil Carlos Augusto Pessoa de Brum e participaram de uma oficina de ônibus de montar de papel com nosso colega voluntário Ismael Bohem da Silva. 


    Na quinta-feira, dia 19/12, ocorreu a "Tarde de Autores". Estiveram presentes neste evento os escritores Alexandre Fiore, Newton Terra, Fernando Almeida, Hilda Flores e Moacyr Flores. Cada um falou um pouco sobre a sua obra e após todos participaram de uma sessão de autógrafos. Este foi um momento muito legal da Feira, já que a participação de nossos convidados foi de altíssimo nível, proporcionando aos presentes um momento de muita troca de conhecimentos. 


    As temáticas apresentadas pelos autores convidados foram as mais variadas. Os senhores Alexandre Fiore e Newton Terra são médicos, o primeiro é pediatra e falou sobre os cuidados dos pais com as crianças; já o segundo é geriatra e falou sobre qualidade de vida na terceira idade. O senhor Fernando Almeida é poeta regionalista e declamou um belo poema de sua autoria. Os senhores Hilda e Moacyr Flores são historiadores. A professora Hilda Flores apresentou seu livro que fala sobre as mulheres contemporâneas da Revolução Farroupilha, um trabalho de história realmente inspirador. 



O professor Moacyr Flores falou sobre o trabalho do historiador e o cuidado com os "sensos comuns" construídos em relação ao passado. Também comentou sobre as décadas de estudo e trabalho que dedica  as profissões de pesquisador e professor. Enfim, foi uma tarde de muita cultura aqui na Carris.


  
Como falamos no início deste texto, esperamos que muitas outras Feiras do Livro ocorram na Cia. Carris Porto-Alegrense. Momentos como estes são oportunidade preciosas para ampliarmos nossa aprendizagem e compartilharmos conhecimento.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Madiba


       Hoje abrimos um parênteses em nossas postagens para falarmos sobre Nelson Mandela. O dia cinco de dezembro de 2013 com certeza entrará para a história, ontem a noite perdemos um dos maiores líderes destes últimos séculos. A vida de Nelson Mandela é uma aula de história e uma lição de determinação e luta pela justiça. 
      Nascido no ano de 1918 em Mvezo, zona rural próximo à região do Cabo na África do Sul, Mandela era membro da nação Xhosa, uma tradicional tribo da região. Em 1942 Mandela começou a frequentar as reuniões do CNA (Congresso Nacional Africano), movimento que lutava por condições mais iguais entre negros e brancos na África do Sul, país politicamente dominado por uma minoria branca formada por descendentes de inglês, holandeses e alemães. Em 1948 o Partido Nacional chegou ao poder na África do Sul e criou o "apartheid", uma política de segregação racial oficializada pelo Estado. Tornaram-se políticas de Estado medidas como a proibição de casamentos entre negros e brancos, a criação de áreas residenciais exclusivas para negros, assim como escolas também segregacionistas, além de outras medidas racistas. Postamos a seguir, imagens em que apresentam exemplos de práticas racistas que aconteciam com apoio oficial na África do Sul no período:

Bebedores exclusivos para brancos e negros. 


Praia segregacionista, com áreas exclusivas para brancos.

        Neste momento,  a CNA tornou-se o principal foco de resistência e luta contra o apartheid e Mandela a sua mais importante liderança. Em 1952 Mandela foi preso pela primeira vez. Em 1960 a CNA tornou-se ilegal e Mandela, juntamente com outros partidários do movimento, criaram a "Umkhonto we Sizwe" (Lança da Nação), mão armada do movimento anti-apartheid.  Após dois anos agindo através da "Umkhonto we Sizwe", Mandela foi preso em 1962, ficando na cadeia por 27 anos.
       Ao sair da cadeia, em 1990, Mandela assumiu um discurso de conciliação e esforço para unir o país em torno da ideia de reconstrução com respeito aos diferentes povos que o compõem. Em 1994 foi eleito presidente da África do Sul e colocou em prática o seu discurso conciliador, pregando que era o momento de esquecer o passado e construir um novo país. Em 1999, quando deixou a presidência, realmente a África do Sul era um país bastante diferente, buscando ativamente superar seu passado segregacionista.
      São de Mandela as seguintes palavras: "Ninguém nasce odiando outra pessoa por causa da cor de sua pele, ou por causa de sua origem ou religião. As pessoas aprendem a odiar e, se elas aprendem a odiar, elas podem ser ensinadas a amar, porque o amor vem mais naturalmente para o coração humano do que o seu  posto". Desejamos que fique como legado de Mandela a consciência de educar as próximas gerações para o amor e a tolerância e não para os seu opostos. Que possamos aprender a conviver e respeitar todos, a pesar de nossas diferenças.


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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Senhor Talis Wolkmer


      Nesta última quinta-feira, dia 28 de novembro, nós da Unidade de Documentação e Memória Carris fomos visitar o senhor Talis Wolkmer, um ex colaborador da Empresa. Seu Talis é natural de Porto Alegre, nasceu e morou a maior parte de sua vida no bairro Azenha (atualmente vive no bairro Medianeira). Durante a entrevista, seu Talis nos contou que seu pai, um tio e um primo também trabalharam na Cia. Carris. O nome do pai do seu Talis era José Arcelino Wolkmer, e ele foi fiscal de bonde. 
    Seu Talis trabalhou "apenas" 39 anos na Carris, ingressou em primeiro de maio de 1947, se aposentando no ano de 1986. Durante este intervalo de tempo, exerceu inúmeras funções na empresa. Diz que o fato de ter começado a trabalhar num primeiro de maio fez com que ele se tornasse uma pessoa muito trabalhadora. Como não poderia deixar de ser, nosso entrevistado tem um grande carinho pela Carris, já que aqui passou grande parte de sua a vida, assim como o seu pai havia feito antes dele. Na casa deste senhor há um número bastante grande de objetos que fazem referência a empresa, como mini bondes, chaveiros com o símbolo da Carris, placas que recebeu ao longo de sua jornada na Cia., entre outras lembranças.
       Este senhor é um grande contador de histórias, tanto que o tempo de uma hora e meia que reservamos para a entrevista não foi suficiente, teremos que agendar uma nova visita ao senhor Talis. Ele nos contou que sua primeira função na Carris foi de colocador de bobina nos bondes, mas que como fazia um curso de Torneiro Mecânico no SENAC, logo foi utilizado em outras funções. É de seu Talis a informação que existiu na Carris uma cooperativa que vendia aos funcionários da empresa produtos de alimentação, higiene, limpeza e vestuário a um preço menor que o do comércio tradicional. Até a realização desta entrevista não tínhamos esta informação. Seu Talis foi responsável por esta cooperativa da década de 1960 até seu fechamento em 1973, quando a Carris mudou sua sede da Avenida João Pessoa para a rua Albion. Entre as histórias contadas por seu Talis consta a de que a chegada do caminhão do "rancho da Carris" na casa dos antigos colaboradores era a maior festa para a criançada.
        Após o fechamento da cooperativa, seu Talis passou a trabalhar  no Departamento Pessoal da Carris, chegando a ser chefe do setor. Também trabalhou na "Escola de Motoristas", de onde guarda muitas histórias. Uma delas é da turma "rebelde" que foi "enquadrada pelo senhor Talis e se tornou um modelo para os alunos posteriores. 
        Quando postamos a imagem do seu Talis no facebook percebemos o quanto ele é querido por seus ex colegas. Várias pessoas comentaram a imagem lembrando deste simpático senhor e falando de suas saudades!  




               Foto do Departamento Pessoal da Carris, no período em que o Sr. Talis ali trabalhava.



             Foto do Sr. Talis tirada na última quinta-feira.
 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Uma visita muito especial

Na última sexta-feira, dia 14 de novembro, nossa equipe foi visitar um ex colaborador da Cia. Carris. Trata-se do senhor  Antônio, que foi barbeiro da Companhia Carris Porto-Alegrense entre os anos de 1961 e 1970, quando a sede da empresa ainda se localizava ali na Av. João Pessoa. Foram visitar o seu Antônio duas historiadoras de nossa equipe. A entrevista realizada para compor nosso banco de história oral durou por volta de uma hora. Durante este tempo, seu Antônio nos forneceu várias informações interessantes, tanto em relação ao seu trabalho de barbeiro quanto sobre a relação entre os funcionários da empresa nos diferentes setores da Cia.
Seu Antônio nos contou por exemplo, que quando começou a trabalhar como barbeiro na Carris, a barbearia já existia a bastante tempo e era muito utilizada. Seu horário de serviço iniciava as cinco horas da manhã para atender os motorneiros e condutores que faziam as primeiras linhas dos bondes. Além dos seu Antônio, também trabalhavam na barbearia mais três barbeiros. A barbearia ficava aberta até as dez da noite, assim sendo, podia atender os funcionários que trabalhavam nos diferentes horários do expediente da empresa. A boa apresentação dos funcionários era um quesito exigido na época, se o colaborador se apresentasse na empresa desalinhado, com o cabelo grande e a barba por fazer, era convidado a voltar para casa e perdia o dia de trabalho, por isso o serviço prestado pela barbearia era tão importante. Os preços cobrados para os trabalhadores da empresa eram abaixo do preço normalmente cobrado em outras barbearias, seu Antônio nos informou que era apenas o suficiente para repor o material utilizado pelo estabelecimento. Os quatro barbeiros eram funcionários da Cia. Carris e recebiam seus salários por ela. Seu Antônio nos contou que os diretores da Cia. também utilizavam os serviços dos barbeiros, mas que, entretanto, eram atendidos em suas salas. 
Além do seu trabalho na barbearia, seu Antônio lembrou de outros aspectos da vida cotidiana dos trabalhadores da Carris na época. Sobre o refeitório, por exemplo, ele nos contou que o mesmo tinha o apelido de "Panelão" e que a comida era muito boa. Ocorriam festas na empresa para os familiares dos colaboradores, seu Antônio tem boas lembranças destes eventos. Em datas cívicas (como dia da independência, dia da proclamação da república, entre outros), os bondes eram decorados com fitas verde e  amarelas, em concordância com o nacionalismo, uma das características de períodos ditatoriais como o em que seu Antônio trabalhou na Carris. 
Ao final da entrevista o ex colaborador deixou claro seu carinho pela Cia. Disse que tem saudades do tempo em que trabalhou na Carris, que guarda boas lembranças de seus colegas (com os quais manteve contato ainda por muito tempo). Com o dinheiro que recebeu quando saiu da empresa o seu Antônio abriu o seu próprio salão, até hoje ele trabalha como barbeiro em seu próprio estabelecimento. Postamos a seguir duas imagens, uma do seu Antônio atualmente e outra da antiga barbearia da Carris. 



Seu Antônio fotografado por nossa equipe na última sexta-feira.



Imagem da barbearia na década de 1960, período em que se Antônio trabalhou na Carris.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

59ª Feira do Livro de Porto Alegre

    Como comentamos em algumas postagens em nosso facebook durante a semana passada, Porto Alegre está vivendo em clima de literatura. A nossa tradicional Praça da Alfândega encontra-se novamente ocupada pela Feira do Livro de Porto Alegre. Esta é a 59ª edição da Feira, que teve início em 1° de novembro e deve encerrar no próximo dia 17.
      Este ano o patrono da Feira do Livro é o professor de literatura brasileira e escritor Luís Augusto Fischer. A sua posse ocorreu no dia 1° de novembro, as 19 horas na Praça de Autógrafos. O país homenageado em 2013 é a Alemanha, um dos motivos pela escolha deste país foi a  realização da "Temporada Alemanha + Brasil 2013-2014". O "Goeth-Instituto" será parceiro de uma série de atividades relacionadas ao país homenageado. 
    Uma atividade bastante interessante é a Mostra de Cinema Alemão, que esta ocorrendo no Cine Santander Cultural desde o dia 11 de novembro. Fica aí uma dica muito legal, a entrada é franca e os filmes têm legenda em português. A escolha pelos filmes se deu pela relação que eles estabelecem com a literatura, mantendo, portanto, o "link" com a Feira do Livro. Postamos a baixo a programação para os próximos dias:
13/11
15hrs: "Como fazer um livro com Steidl Gereon Wetzel", de Jorg Adolph.
17hrs: "Minhas mentiras, meu amor", de Alain Gsponer.

14/11
15hrs: "A Torre", de Christian Schwochow.

15/11
15hrs: "Livros de Memória", de Christa Graf.
17hrs: "Houwelandt", de Jorg Adolph.

16/11
15hrs: "Despedida de Bockow",  de Jan Schutte.
17hrs: "O som das palavras", de Gerhard Schick.

17/11
15hrs: "A mulher com cinco elefantes", de Vadim Jendrey. 
17hrs: "Como fazer um livro com Steidl Gereon Wetzel", de Jorg Adolph.


               Luís Augusto Fischer, patrono da 59ª Feira do Livro de Porto Alegre.


                                              Imagem da Feira do Livro de 2013.



                                                 Leitores na Feira do Livro de 2013.


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Exemplo de vida

Semana passada postamos um texto escrito por um usuário da Cia. Carris e que foi publicado no ano de 2002, durante as comemorações dos 130 anos da Carris. Tratou-se do conto "O Bonde da História", de autoria do Senhor Eduardo Costa de Moraes. Como já comentamos anteriormente, este texto fez parte do livro "Cento e Trinta Anos Carris: Relatos da História e Outras Memórias", realizado a partir de um concurso de contos em que vários antigos usuários da Cia. Carris escreveram contos relembrando o seu cotidiano nos veículos da Cia. Hoje postaremos mais um texto que foi selecionado para esta coletânea, trata-se do conto "Exemplo de vida", escrito pelo Senhor Marino Acuan Fernandes.  Como nossos leitores poderão verificar, este é um texto bastante comovente.

"Exemplo de vida

      Menino só, vezes sem conta triste; mãe e pais em trilhas divergentes; separação, afinal. Aquela criança, lá no passado, fazia 12 anos. Mantendo-se firme, não aceitou abandonar os estudos, todavia, como pagar, diariamente, o bonde que o aguardava todos os dias, mesma hora, manhãzita, fim da linha Petrópolis, perto do antigo cinema Ritz?Decidiu-se! Venderia garrafas ao proprietário do bar na esquina da Rua Lagoinha, onde resedia, no mesmo edifício.
     Vizinhos fraternos forneciam as garrafas, muitas com o gargalo quebrado; o proprietário do bar, como que não notando, entregava ao menino o valor da passagem, ida e volta, destino colégio IPA; assim continuou o estudo. Um dia, inverno, muito frio, viu-se frente ao bar; estava fechado, com um aviso preso à porta: 'Hoje, abriremos só a tarde'.  
     Pensou o menino que perderia a sabatina mensal no colégio e decidiu ir a pé à Rua Santa Cecília. Ao chegar perto do fim da linha, lá estava o bonde: que fazer? Tentar a sorte pensou, subindo no bonde e escolhendo um cantinho, rogando a Deus que o cobrador não o visse. Deus, entretanto, não poderia agir assim. Obrou de maneira diversa: homem de meia idade em cujo rosto aflorava grande bondade, olhando o menino assustado, piscou o olho, colocando a mão no próprio bolso, deixando cair uma moeda na abertura do blusão do menino, que, assim, pagou a passagem. Aquela pequena criatura jamais esqueceu o que é fraternidade, e em muitas ocasiões de sua existência, fez o mesmo com irmãos necessitados, lembrando-se sempre daquela face bondosa. Até hoje, associa a Carris aos bondes e seus cobradores. 
     Sabe, mais de cinco decênios se passaram, e o esquecimento não tem guarida no ontem menino, hoje homem de meia-idade. Tudo graças a um cobrador de nossa empresa Carris". 
Postamos a seguir imagens da Porto Alegre dos bondes, em homenagem aos nossos antigos passageiros e tripulação, protagonistas de muitas histórias como esta.